
Zakharova avalia o plano da OTAN em relação à Rússia: «Um manicómio ambulante»
As declarações da porta-voz surgiram depois de a Aliança ter apresentado a sua chamada «Teoria da Vitória» para repelir um suposto ataque da Rússia.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, classificou de «loucura» o plano da OTAN relativo à preparação para repelir um suposto ataque da Rússia.
“É um manicómio ambulante“, afirmou esta segunda-feira à RIA Novosti.
As declarações da porta-voz surgiram depois de o comandante-chefe das forças da Aliança na Europa, o general norte-americano Alexus Grynkewich, ter prometido «bloquear», «travar» e «frustrar» qualquer suposta agressão russa no âmbito de uma estratégia denominada ‘ Teoria da Vitória’, segundo o Politico.
O alto oficial explicou, na sua intervenção no Fórum de Segurança de Varsóvia, que, de acordo com o plano em três fases, a OTAN utilizaria inicialmente tropas terrestres — reforçadas por capacidades aéreas, navais, cibernéticas e espaciais — para repelir um ataque, atacando as forças inimigas e impedindo-as de se apoderarem de território.
«Uma fantasia doentia»
Nos últimos anos, o Ocidente tem intensificado a sua narrativa sobre uma suposta ameaça russa. Sob este pretexto infundado, os países da OTAN estão a reforçar o flanco oriental.
Por seu lado, Moscovo afirmou em repetidas ocasiões que não tenciona atacar a Europa. O presidente russo, Vladímir Putin, salientou que as elites governantes europeias estão mergulhadas na histeria de que «a guerra com os russos está mesmo ao virar da esquina». «É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer o seu próprio povo», acrescentou.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguéi Lavrov, classificou como «uma fantasia doentia» os receios dos países europeus de que Moscovo os «conquiste». O ministro explicou que, «se esta imagem do inimigo, criada artificialmente à volta da Rússia, desaparecesse, a imensa maioria dos governos da UE e dos países da OTAN seria simplesmente derrubada pelos eleitores».
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