
29 de outubro no Tribunal das Nações Unidas
No dia 29 de outubro, na sessão plenária da ONU, será novamente ouvida a denúncia de Cuba contra o bloqueio desumano e injusto imposto pelos Estados Unidos à pequena ilha caribenha. Caberá à comunidade internacional presente na sala apoiar Cuba, como tem vindo a acontecer ano após ano, enquanto os submissos, mais uma vez, se curvarão perante os seus senhores imperiais.
29 de outubro. A Comunidade Internacional, sob a égide da ONU, tem a tarefa de debater e resolver as questões relacionadas com as ilegalidades que o regime ditatorial norte-americano tem vindo a cometer. Se o que foi acordado pela imensa maioria das nações não for cumprido e quem comete actos contrários à lei não for punido, significa isso que não faz diferença cumprir ou não cumprir? Existe uma lei para todos e outra para quem recorre à violência? O que nos diz o criminoso com o seu acto?
A classe dominante subjuga o povo, mas este tem a opção de se organizar para que o seu inimigo não o «organize»; organiza-te ou serás «organizado»; se se votar contra o bloqueio, as nações, ao abrigo do direito comum, devem pôr fim ao bloqueio. Para que serve a ilegalidade, o acto de guerra, o crime de genocídio? Este, o do bloqueio a Cuba, já atinge a marca persistente de 64 anos, embora seja preciso acrescentar mais três, pois foi nessa altura que o império deu início à primeira fase.
A 29 de outubro ficará registado, de uma forma ou de outra, que esse acto de guerra contra Cuba tem de acabar, que é contrário à estabilidade internacional, à compreensão, ao respeito entre nações e à igualdade, e que é inimigo da paz, um crime contra a humanidade e uma agressão com consequências genocidas.
O assassino oficial e público, o agente da classe multimilionária, o grupo que divulga as ordens daqueles que se escondem por trás deles, o conjunto que os acompanha, formando todo o aparato do Estado imperialista na sua actividade ilegal, cuspindo contra as palavras do mestre chinês Confúcio aplicáveis às Nações Unidas: «O respeito pela ordem, pela família, pela autoridade e pelos antepassados é a pedra angular de toda a acção correta.» Mais uma lição da China na arena internacional.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, o senhor Fernández de Cossio, declarou que: «A comunidade internacional reafirmará o seu compromisso com a Carta das Nações Unidas e com os princípios da igualdade soberana, da não intervenção e da liberdade de comércio e de navegação. Os países consideram inaceitável que os Estados Unidos limitem as viagens de cidadãos de qualquer nação a Cuba ou imponham sanções extraterritoriais que afetem terceiros.»
Quando o mundo vota a favor de Cuba , é fácil concluir que se reconhece Cuba como uma fonte de paz, solidariedade e respeito pelo entendimento, que é «a pedra angular de toda a acção correcta»; basta ver como, desde 1992, nessa assembleia, a ONU, sem distinção, se pede, voto a voto, o fim do bloqueio, o fim da ilegalidade, o fim da chantagem, o fim do roubo e da perseguição a governos, povos, empresas e particulares, o fim da guerra económica, financeira e política, o fim do bloqueio.
Cuba, após a batalha, com o apoio daqueles que se comprometem com o Direito à igualdade das Nações, erguer-se-á e ver-nos-emos a crescer. Mas será possível exonerar do crime os Trump, Narco, Hegseth, Vance, … ? Será que a acusação de genocídio contra os monstros, contra os tiranos imperialistas, será apagada? No dia 29, tudo ficará claro.
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Ramón Pedregal Casanova | Escritor e jornalista espanhol
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