
Encontro histórico entre Delcy Rodríguez e Donald Trump em Nova Iorque
«A Venezuela e os Estados Unidos partilham uma relação histórica que, nesta nova fase, estamos chamados a encaminhar através do diálogo», afirmou a presidente encarregada Delcy Rodríguez.
A presidente (E) da Venezuela, Delcy Rodríguez, reuniu-se esta terça-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.
Após a reunião, Rodríguez divulgou um comunicado. «Realizámos uma reunião histórica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem conversámos sobre o reforço das relações bilaterais entre os nossos países e o avanço de uma agenda de cooperação em áreas estratégicas como a energia, a mineração, a segurança e outros assuntos de interesse comum», afirmou.
A chefe de Estado agradeceu ainda o apoio recebido na sequência da emergência sísmica de junho: «Manifestamos o nosso agradecimento ao presidente Trump e ao seu governo pelo apoio decidido prestado durante a emergência provocada pelos terramotos de 24 de junho passado, bem como pelo seu apoio ao processo de reintegração do nosso país nos fóruns multilaterais».
Rodríguez encerrou a sua declaração com uma definição sobre o rumo das relações bilaterais: «A Venezuela e os Estados Unidos partilham uma relação histórica que, nesta nova fase, estamos chamados a encaminhar através do diálogo. Continuaremos a promover uma diplomacia ao serviço do interesse nacional, orientada para alcançar resultados concretos e benefícios colectivos para o povo venezuelano».
De acordo com a lista divulgada pela Casa Branca, além de Trump e Rodríguez, participaram o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles; e o vice-chefe de gabinete para a Política e conselheiro de Segurança Nacional e Segurança Interna, Stephen Miller.
Contexto: Assembleia Geral da ONU
O encontro decorre em paralelo com o debate geral da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, palco onde o presidente dos Estados Unidos proferiu o seu discurso esta terça-feira.
As relações entre a Venezuela e os Estados Unidos atravessam uma fase de reconfiguração profunda e sem precedentes, marcada pela transição institucional e pela firme defesa da soberania nacional, na sequência dos graves acontecimentos decorrentes da política de agressão imperial, que incluiu o sequestro do presidente Nicolás Maduro após a invasão do passado dia 3 de janeiro.
#EnVivo | Presidenta (E) Delcy Rodríguez sostuvo encuentro con el presidente Donald Trump https://t.co/UORJJMufRW
— teleSUR TV (@teleSURtv) September 23, 2026
Perante as pressões, o Governo venezuelano tem mantido uma diplomacia de alto nível, firme e construtiva, dando sempre prioridade ao apelo à paz, ao entendimento soberano e ao respeito mútuo como únicos caminhos viáveis para a estabilidade da região.
Nesta nova fase das relações bilaterais, um pilar fundamental tem sido a abertura de fóruns de diálogo e negociações directas nos domínios económico e energético. Os recentes acordos petrolíferos assinados entre ambas as nações — que prevêem alianças estratégicas e mecanismos de cooperação para o desenvolvimento da indústria — demonstram que a complementaridade no domínio dos hidrocarbonetos é uma necessidade partilhada.
Como parte dos acordos e benefícios destas relações, o pacto energético com os EUA, assinado no passado dia 28 de agosto, prevê gerar cerca de 209 000 milhões de dólares para o Estado venezuelano nos primeiros 25 anos; recursos que serão destinados prioritariamente a hospitais, alimentação, salários e desenvolvimento social.
Apesar da imposição criminosa de mais de 1 000 medidas coercivas unilaterais impostas pelos EUA, concebidas para asfixiar a economia nacional, a Venezuela segue em frente graças à resistência heróica do seu povo e às suas políticas de diversificação produtiva.
Sob a liderança da presidente em exercício, Delcy Rodríguez, o país consolida um caminho de recuperação soberana — registando um crescimento económico de 7,14% durante o segundo trimestre do ano —, e mantém uma postura diplomática constante e inabalável para exigir, em todos os fóruns internacionais, o fim absoluto e imediato do bloqueio, reafirmando que o desenvolvimento nacional anda de mãos dadas com a defesa irrestrita da sua soberania.
A reunião bilateral desta terça-feira em Nova Iorque consolida esta fase de distensão pragmática. A delegação venezuelana reafirma assim que comparece em todos os fóruns internacionais com a verdade do seu povo, exigindo o levantamento definitivo de todas as sanções e apostando firmemente num mundo multipolar onde prevaleçam o diálogo de paz, a autodeterminação dos povos e a cooperação económica sem tutela.
Pode partilhar esta história nas redes sociais:
Fonte:



