Artigos de OpiniãoErnesto Limia

Será que a CIA consegue derrotar Cuba? De Truman a Trump (Parte I)

Os Estados Unidos têm conspirado contra Cuba desde o primeiro presidente, Thomas Jefferson, e, mais tarde, através da CIA, como seu braço de longo alcance. A história mostra que Washington sempre foi a principal ameaça à soberania cubana. O autor faz uma retrospectiva das manobras do império contra a ilha caribenha.

A actividade de inteligência dos Estados Unidos contra Cuba teve início nos primórdios do século XIX. A primeira referência remete a Thomas Jefferson, que, no final do seu primeiro mandato, planeou um desembarque militar para retirar à Espanha a sua colónia. Foi dissuadido no último momento por um contexto geopolítico sob o controlo da Grã-Bretanha, mas, ao deixar a Casa Branca, persuadiu James Madison, argumentando que, com a conquista do Canadá e de Cuba — esta última como fronteira sul dos Estados Unidos —, construiriam o maior império visto desde a «Criação». 

Não dispunham de uma Marinha capaz de derrotar os britânicos no Atlântico e, em 1823, o secretário de Estado, John Quincy Adams, deu instruções ao embaixador em Madrid sobre uma linha de acção que ficaria conhecida como «a política da fruta madura»: consideravam indispensável a anexação de Cuba e esperariam que, uma vez separada de Espanha, tal como uma maçã cai ao chão quando é arrancada da árvore pela força do vento, pelas leis da gravidade política, caísse nos braços dos Estados Unidos.

Uma actividade de espionagem centrada na observação activa —em 1884, os Estados Unidos já eram a metrópole comercial de Cuba— foi levada a cabo por sucessivas administrações. Estas não reconheceram o Governo da República em Armas nem em 1868 nem em 1895; pelo contrário, impediram o fornecimento de armas ao Exército Mambí por parte da diáspora e, numa operação conjunta dos serviços secretos com Espanha, frustraram o plano de Fernandina, com o qual José Martí preparava uma guerra relâmpago para impedir que os sectores expansionistas aproveitassem a conjuntura e concretizassem os seus desígnios, que, nessa altura, já tinham sido divulgados no próprio Congresso.    

Em 1898, a vitória cubana era uma questão de pouco tempo e William McKinley solicitou ao Congresso autorização para declarar guerra à Espanha. Uma vez pacificada a ilha, não se retiraram, tal como estabelecido pela Emenda Teller: as autoridades intervencionistas colocaram os serviços secretos militares a trabalhar para gerar intrigas e comprar lealdades, com o objectivo de a anexar, tal como fizeram no Havai, nas Filipinas e em Porto Rico. Por mais que tentassem, não conseguiram; porém disso, a República que nasceu a 20 de maio de 1902 surgiu enfraquecida pela Emenda Platt. Desde então, os Estados Unidos são a principal ameaça à soberania cubana.

Ao longo de seis décadas de República burguesa, os cubanos foram párias no seu próprio país, que a burguesia antinacional subordinou estruturalmente aos Estados Unidos. Depois de a mediação da sua embaixada em Havana ter frustrado os objectivos iniciais da Revolução de 33 — e ter entronizado, nos bastidores, o sargento estenógrafo Fulgencio Batista —, a corrupção dos governos sucessivos nunca mais voltou a causar qualquer dor de cabeça aos círculos de poder em Washington. 

A 26 de julho de 1947, —no âmbito da estratégia dos Estados Unidos para a Guerra Fria— Harry Truman decretou a criação da CIA. Líderes sindicais e camponeses de ideologia comunista que lideraram em Cuba a luta contra a exploração dos consórcios norte-americanos, como Jesús Menéndez, Aracelio Iglesias e Sabino Pupo, foram incluídos numa lista negra por ordem dos Estados Unidos e os lacaios dos aparelhos repressivos assassinaram-nos impunemente. 

A 20 de janeiro de 1953, Dwight Eisenhower assumiu a presidência com um programa que dava ênfase à Segurança Nacional. A sua estratégia incluiu a aliança com os sectores mais reaccionários do planeta e, em Cuba, concretizou-se no apoio a Batista — reinstaurado no poder através de um golpe de Estado a 10 de março de 1952 —, com o fornecimento de armas, treino militar e assessoria dos serviços secretos.

Enquanto Eisenhower se instalava no Salão Oval, a 28 de janeiro de 1953, um grupo de jovens em formação militar destacou-se na Marcha das Tochas realizada em Havana por ocasião do Centenário de Martí. O chefe do destacamento chamava-se Fidel Castro, cuja liderança se estendeu progressivamente a todo o país ao transformar em programa a sua alegação de autodefesa no julgamento pelo assalto aos quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, a 26 de julho de 1953. 

Na CIA, considerava-se que Fidel «… era um homem de passos largos» (Báez, 2025: 294). Um mês antes da sua libertação, prevista para junho de 1955, —a pedido de Langley— Batista criou o Gabinete Repressivo de Actividades Comunistas (BRAC), cuja cerimónia de fundação contou com a presença do director da agência, Allen Dulles. O chefe do BRAC e vários dos seus oficiais receberam formação em Washington; entretanto, a estação local prestava assessoria ao Serviço de Informações Militares. 

Quando Fidel se estabeleceu no México para preparar a nova fase da luta, uma equipa da CIA continuou a vigiá-lo na capital azteca. Enfrentou dificuldades, incluindo a prisão e a apreensão de parte das armas que tinha acumulado com enormes sacrifícios. Nada o fez quebrar a palavra dada e, a 2 de dezembro de 1956, desembarcou na praia de Las Coloradas com 81 companheiros.

A luta na Serra Maestra durou dois anos. A estação local estava tão distraída no Havana Yacht Club que perdeu todo o sentido da realidade. Uma estimativa discutida a 24 de novembro de 1958 no Conselho de Inteligência dos Estados Unidos (USIB) — que reunia todas as agências, civis e militares — não considerava provável a queda de Batista nos meses seguintes. Afirmava que Fidel não contava com apoio popular suficiente e apontava três linhas de acção para impedir a sua vitória:

  • restabelecer o equipamento militar da tirania — que tinha sido interrompido devido às pressões da opinião pública norte-americana em virtude dos crimes da ditadura —;
  • isolar o Exército Rebelde das fontes externas de abastecimento;
  • e derrubar o tirano através de uma Junta Militar com participação da sociedade civil (CIA, SNIE 85-58).   

Eisenhower orientou para que o tema de Cuba não fosse retomado no Conselho de Segurança Nacional. A CIA planeou um abastecimento aéreo de armas à Segunda Frente Nacional do Escambray — conhecida como os «come-vacas»: a sua principal actividade—, na qual infiltrou dois agentes secretos: William Morgan e John Meckples Spiritto — este último, desde 1957, trabalhava na criação de uma rede de informações na zona do Escambray com pastores de igrejas evangélicas (norte-americanos e cubanos). Alheados do que se passava no terreno, em Langley imaginaram que, dessa forma, poderiam contrariar a influência do Exército Rebelde. 

O FBI recrutou um ex-oficial da Força Aérea para o infiltrar na Sierra Maestra, em coordenação com os lacaios da tirania, com o objectivo de assassinar Fidel.  

Na tarde de 31 de dezembro, a CIA, o Departamento de Estado e o Pentágono avaliaram os acontecimentos ao mais alto nível. Foram analisadas todas as opções, incluindo a intervenção dos fuzileiros navais. Tinham contra si a popularidade do feito rebelde e optaram por uma Junta Militar no quartel-general das Forças Armadas, em Bogotá, para destituir o tirano, que, na madrugada de 1 de janeiro de 1959, fugiu em direcção à República Dominicana. A partir de Palma Soriano, Fidel convocou, através da Rádio Rebelde, uma greve geral e a ilha ficou paralisada.

Batista e o seu exército de capangas fugiram com mais de quatrocentos milhões de dólares do Banco Central de Cuba — as reservas que sustentavam a moeda nacional, então em paridade com o dólar. Em fevereiro, o presidente do Banco, Felipe Pazos, um homem recrutado pela CIA para o Governo provisório, viajou para os Estados Unidos para solicitar um crédito. Regressou sem um cêntimo, pois Dulles convenceu Eisenhower a recusá-lo. Para além do benefício para o sector bancário nova-iorquino com aquele dinheiro manchado de sangue, começava a guerra financeira…

A teoria da «lua de mel» entre Cuba e os Estados Unidos nos primeiros meses não tem fundamento. A CIA contava com cerca de vinte agentes entre Havana e Santiago de Cuba, que não deram tréguas. Trabalharam em quatro frentes: consolidar uma base armada na zona do Escambray que lhes permitisse controlar uma parte do território cubano; infiltrar-se no Governo provisório — recrutaram o primeiro-ministro, o presidente do Banco e os titulares das pastas das Finanças e das Obras Públicas —; introduzir elementos anticomunistas no Governo, nas Forças Armadas, nos sindicatos, na imprensa, no sector artístico e literário, na Igreja Católica e nas organizações estudantis; e organizar redes de sabotagem.

E, a 11 de dezembro de 1959, o chefe da Divisão do Hemisfério Ocidental recomendou a Dulles: «Deve ser dada especial atenção à eliminação de Fidel Castro […] Muitas pessoas bem informadas consideram que o desaparecimento de Fidel aceleraria consideravelmente a queda do actual governo».

A partir de 1960, uma Força-Tarefa implementou um vasto programa que incluía o treino de um contingente mercenário que iria conquistar uma cabeça de praia na costa de Trinidad — a menos de 50 km do Escambray —, a partir da qual um governo eleito pela CIA em Miami solicitaria a intervenção militar norte-americana. John F. Kennedy assumiu a presidência a 20 de janeiro de 1961 e deu continuidade ao plano; embora tenha alterado o local de desembarque para a Baía dos Porcos, um local isolado sem risco de baixas colaterais. Ordenou que não participassem forças norte-americanas, mas Dulles manteve pilotos norte-americanos a quem foi dito que, caso fossem capturados, se apresentassem como mercenários — quatro deles morreram e, em 1976, receberam medalhas em cerimónias que as suas famílias tiveram de manter em segredo

A vitória cubana nas areias de Playa Girón constituiu um fracasso operacional e institucional para a CIA. Kennedy forçou a demissão de Dulles antes de intensificar as operações secretas destinadas a criar o clima necessário para uma invasão direta, que foi frustrada quando a URSS instalou mísseis nucleares em Cuba.  

A CIA criou uma base em Miami: a JM/Wave, com 400 oficiais, mais de quatro mil agentes e um orçamento anual de cem milhões de dólares. Até ao seu encerramento, em 1969, espalharam o terror por onde quer que encontrassem um alvo cubano. 

Com Richard Nixon, os números relactivos ao terrorismo de Estado, incluindo os planos de assassinato contra Fidel, bateram recordes. E, em 1971, teve início o bioterrorismo com a introdução da peste suína africana, uma doença que, até então, não tinha sido registada no país — as organizações internacionais especializadas classificaram-na como o caso mais perigoso e alarmante da agricultura mundial nesse ano. Cuba teve de abater 400 mil porcos.   

As denúncias na imprensa norte-americana sobre as actividades criminosas da CIA obrigaram o Congresso a agir em 1975: Frank Church liderou uma comissão especial no Senado; Otis Pike, outra na Câmara dos Representantes; enquanto, paralelamente, o executivo criava a Comissão Rockefeller. Muitas das acusações foram corroboradas, mas houve apenas uma contradição: Church concluiu que a Casa Branca estava alheia a essas actividades e que, em nome do interesse nacional, a CIA tinha agido como um cavalo sem freios, a galope; para Pike, essa era uma tese insustentável, não havia qualquer possibilidade de o Executivo se ter mantido à margem.        

Após esse golpe, em Langley começou a organizar-se o trabalho contra a Ilha a partir de países terceiros, tendo a República Dominicana como base de uma rede de terrorismo internacional criada a seu pedido.

A 20 de janeiro de 1977, James Carter assumiu a presidência, portador de uma visão que reformulou a projecção internacional dos Estados Unidos. Carter pronunciou-se contra a Operação Condor e prometeu que não haveria mais casos como o do Chile ou do Vietname; trabalhou na redução da corrida ao armamento e das armas nucleares estratégicas; e fez da defesa dos direitos humanos o eixo central do seu mandato. 

Naquela altura, a política dos Estados Unidos em relação a Cuba era motivo de críticas no subcontinente. Na primeira metade da década de 70, rompeu-se o isolamento imposto pela OEA em Punta del Este em 1962: o Chile, o Peru, a Jamaica, Trinidad e Tobago, Barbados, a Guiana, a Argentina, o Panamá, a Venezuela e a Colômbia restabeleceram relações políticas e comerciais com a ilha. Por sua vez, senadores e deputados norte-americanos visitaram Havana, onde mantiveram encontros com Fidel; de facto, entre 1971 e 1975, foram apresentadas no Congresso federal várias iniciativas que defendiam a suspensão do «embargo» e a normalização das relações. 

Carter não podia falar de mudanças se ignorasse esse cenário. No seu primeiro ano de mandato, foram estabelecidas representações diplomáticas em ambas as capitais com o estatuto de secções de interesses; foi assinado um acordo sobre pesca e fronteiras marítimas — ainda em vigor —; as agências de segurança estabeleceram uma colaboração na prevenção do terrorismo; a proibição de visitar Cuba, inscrita no passaporte norte-americano, foi eliminada e a aplicação das regulamentações do bloqueio foi reduzida. 

Embora o regime de restrições se tenha mantido, empresários visitaram Havana e mais de duzentas empresas exploraram as possibilidades de comércio, incluindo empresas mineiras, do setor químico-energético, companhias aéreas, do sector alimentar, agroindustriais, de equipamento electrónico e informático, do sector do entretenimento e instituições financeiras — algumas das quais foram nacionalizadas em 1960, mas estavam interessadas em explorar novos negócios com uma Cuba pós-bloqueio.

«Apesar do plano de normalização das relações com Cuba com que Carter iniciou o seu mandato, os fcatores adversos não desapareceram» (Hernández, 2023). 

A CIA foi uma das instituições que mais pressionou para inviabilizar o que já estava em andamento. Até à abertura da Secção de Interesses, recorreu a outros serviços secretos para assegurar a sua base operacional na ilha — sobretudo o espanhol — e reforçou as suas estações em locais de trânsito de cubanos e estrangeiros nas suas viagens de e para Havana (Paris, Madrid, Cidade do México). Uma vez restabelecido o seu quartel-general em Cuba, à subversão económica juntaram-se operações de bioterrorismo que causaram estragos: a ferrugem da cana-de-açúcar e o bolor azul do tabaco (1978); a febre suína africana (1979); cepa do dengue tipo 02 (dezembro de 1980) — 116 mil 143 pessoas tiveram de ser hospitalizadas; 10 mil 312 em estado grave, com 158 mortos (101 crianças) e perdas económicas estimadas em 103 milhões de dólares.  

Também não diminuiu o incentivo às partidas ilegais e aos sequestros de embarcações, resultado de uma política migratória criada para denegrir a Revolução, que culminou, em 1980, no êxodo de Mariel. «Carter recebeu os marielitos com “o coração e os braços abertos”, segundo as suas próprias palavras» (Hernández, 2023), sem imaginar que, aliado à tomada de reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerão — 52 diplomatas e agentes da estação local da CIA permaneceram isolados durante 444 dias —, isso lhe custaria a reeleição. 

Quando, em maio de 2002, visitou Havana — tendo sido o primeiro presidente dos Estados Unidos a fazê-lo após deixar o cargo —, no seu discurso na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), defendeu uma convivência harmoniosa e o levantamento do bloqueio. Falou também de direitos humanos… Alguns dias antes, Cuba tinha sido condenada pela Comissão de Direitos Humanos de Genebra, devido à pressão dos Estados Unidos, e, num acto de protesto, um milhão de cubanos reuniram-se na Praça da Revolução. Olhando para Carter com o maior respeito e consideração, Fidel afirmou, naquele dia 13 de maio, na ELAM:

  • «… embora seja verdade que muitos reconhecem que o nosso país registou grandes avanços nas áreas da saúde, da educação e do desporto, como se esses fossem os únicos objectivos, ou os objectivos finais das nossas lutas ou das nossas vidas, seria preciso dizer: nós procuramos algo muito mais nobre, procuramos justiça para todos.»
  • «Como pode haver justiça sem saber ler e escrever? Como pode haver liberdade sem justiça nem igualdade? Como pode haver democracia ao estilo daquela Atenas de que falávamos? Como se pode falar de direitos humanos e em que mundo vivemos, se o país que, nesta época e enfrentando dificuldades inimagináveis, está a aproximar-se e aproxima-se cada vez mais rapidamente desse nível, desse sonho de justiça, de verdadeira liberdade, de verdadeira democracia, de verdadeiros direitos humanos, é condenado em Genebra como violador desses direitos» (Castro, 2002).  

Bibliografia

Alonso Pérez, Ariel: A guerra biológica contra Cuba. Havana, Editorial Capitán San Luis, 2008.

Báez, Luis: O mérito é estar vivo. Havana, Prensa Latina, 2005.

Castro Ruz, Fidel: «Discurso proferido durante a visita do ex-presidente norte-americano James Carter à ELAM», 13 de maio de 2002. Disponível em: https://www.fidelcastro.cu/es/discursos/discurso-durante-la-visita-del-expresidente-norteamericano-james-carter-la-elam 

Hernández, Rafael: «Em busca do tempo perdido: Carter e Cuba», Oncuba (online), 1 de março de 2023. Disponível em: https://oncubanews.com/opinion/columnas/con-todas-sus-letras/en-busca-de-un-tiempo-perdido-carter-y-cuba/ 

Pfeiffer, Jack B.: História oficial da Operação Baía dos Porcos: evolução da política anti-Castro da CIA (de janeiro de 1959 a 1961), Washington DC, 1979. Documento desclassificado pela CIA, vol. III, 1998. Nos arquivos do Centro de Investigações Históricas da Segurança do Estado. 

Weiner, Tim: Legado de cinzas: A história da CIA. Randon House Mondadori, S.A., Barcelona, 2008.  

Documentos de arquivo

Agência Central de Inteligência (CIA): «A Situação em Cuba», Estimativa Especial de Inteligência Nacional n.º 85-58, 24 de novembro de 1958. Arquivo do autor.   

______________________________: «Evolução da situação em Cuba desde meados de novembro», Estimativa Especial de Inteligência Nacional n.º 85/1-58 (Suplementos SNIE 85-58), 16 de dezembro de 1958. Arquivo do autor.   

______________________________: «Memorando dirigido ao Diretor da Agência Central de Inteligência pelo chefe da Divisão do Hemisfério Ocidental, J. C. King, enviado através do Subdiretor de Planos da CIA, 11 de dezembro de 1959», cuja divulgação foi aprovada em 1994, no âmbito do Programa de Revisão Histórica da CIA: JFK Assassination Records Act, data da NARA 13/11/95, ponto 3, alínea d.

Departamento de Estado: Documento 278, «Comunicação da Embaixada em Cuba ao Departamento de Estado», 14 de abril de 1959, em Relações Exteriores dos Estados Unidos (FRUS). Imprensa Oficial do Governo dos Estados Unidos, Washington, 1991.

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Ernesto Limia | Historiador e escritor cubano

Fonte:

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