
Díaz-Canel denuncia na rádio o agravamento do cerco energético
Havana, 24 de setembro (Cuba Soberana) O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou, no programa de rádio «Criterio Compartido», os efeitos na economia do recrudescimento do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e o impacto do cerco energético.
No programa da Rádio Rebelde, o presidente atribuiu a «situação difícil» que Cuba atravessa às medidas coercivas de Washington, ao mesmo tempo que classificou de «criminosas» as sanções contra as companhias de navegação e os países que comercializam combustível com Cuba.
«Como é possível sustentar a economia? Como é possível trabalhar nessas condições? Como é possível prestar todos os serviços de que a população necessita? Como é possível aumentar a produção?», questionou Díaz-Canel.
Perante este cenário, o governo cubano está a implementar um pacote de 176 medidas que prevê transformações no sistema de planeamento da economia.
O primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba insistiu na necessidade de compreender que essas transformações são necessárias para alcançar «mais produção, mais emprego, mais salário».
Segundo explicou o presidente, um conjunto dessas medidas visa reforçar a empresa estatal como principal agente económico do país.
«Se se produzirem mais alimentos, se houver mais serviços, se houver mais roupa, se houver mais sapatos, se houver mais medicamentos, se houver mais materiais de construção, isso trará benefícios para a economia», afirmou.
Para alcançar esse objectivo, acrescentou, é necessário tirar partido das transformações na empresa estatal, das parcerias entre o sector estatal e o não estatal e das facilidades concedidas à produção agrícola.
«Por conseguinte, quanto mais produtos houver no mercado, mais oportunidades de emprego e mais salários ligados ao trabalho», sublinhou o presidente, destacando o aumento do salário mínimo no país como uma das medidas implementadas que beneficiam os trabalhadores.
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