A Venezuela assina um memorando com uma petrolífera norte-americana
Na passada segunda-feira, o Tesouro dos EUA ajustou as sanções impostas à petrolífera estatal PDVSA, tendo-lhe sido autorizadas operações restritas em diferentes áreas do negócio do petróleo bruto.
A Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a empresa norte-americana Continental Resources assinaram esta quarta-feira um memorando de entendimento «destinado a impulsionar novas capacidades técnicas e financeiras para o desenvolvimento do Bloco Ayacucho 2 da Faixa Petrolífera do Orinoco», comunicou a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, nas suas redes sociais.
A Continental, considerada uma das principais produtoras de petróleo e gás natural do mundo, irá desenvolver e explorar uma área equivalente a cerca de 510 quilómetros quadrados, onde se encontram reservas estimadas em 30 000 milhões de barris, segundo a CNBC, que se baseia num comunicado enviado pela empresa à imprensa norte-americana.
Além disso – e de acordo com essa reportagem –, a empresa, com sede em Oklahoma, planeia transformar em breve o memorando de entendimento com a PDVSA num acordo de parceria estratégica a longo prazo.
«Com estas alianças estratégicas, avançamos no reforço da nossa produção de hidrocarbonetos e na criação de novas oportunidades para o crescimento económico» do país, salientou, por seu lado, Rodríguez.
- No passado dia 14 de setembro, o Tesouro dos EUA anunciou novas regras de funcionamento para a empresa estatal PDVSA, que, doravante, poderá realizar atividades relacionadas com «o carregamento, exportação, reexportação, venda, revenda, fornecimento, armazenamento, comercialização, compra, entrega ou transporte de petróleo venezuelano ou produtos petrolíferos de origem venezuelana», bem como outras operações ligadas à indústria dos hidrocarbonetos, incluindo a celebração de novos contratos.
- A divulgação destas novas regras de funcionamento surge na sequência do anúncio de um acordo petrolífero de grande alcance confirmado por Caracas e Washington no final do passado mês de agosto, cujo conteúdo ainda não foi divulgado.
- A presidente venezuelana precisou, num discurso transmitido pela televisão, que o acordo terá uma duração de 25 anos, o que implica a exploração de campos verdes (onde existem reservas comprovadas, mas não exploradas, em zonas sem infraestruturas) e que se trata de um acordo mutuamente benéfico que permitirá a recuperação económica sustentada da indústria, duramente afetada por mais de uma década de sanções.
- Posteriormente, no âmbito de uma visita oficial à capital venezuelana do secretário da Energia dos EUA, Christopher Wright, Rodríguez revelou que o tratado teve «dois momentos» —um em Washington e outro em Caracas—, enquanto o alto funcionário norte-americano afirmou que o acordo foi assinado entre o Governo dos EUA e a empresa North America Blue Energy Partners (NABEP), propriedade do empresário venezuelano Alejandro Betancourt López.
Pode partilhar esta história nas redes sociais:
Fonte:



