
Mais de 1000 intelectuais e personalidades em defesa de Cuba
Através de uma declaração, mais de 1 000 académicos de mais de 36 países da América, Europa, Ásia, Oceânia e África lançam um apelo aos seus pares em todo o mundo para que «não guardem um silêncio cúmplice perante os crimes que, de forma sistemática e generalizada, o governo dos Estados Unidos perpetra contra o povo de Cuba».
O documento denuncia o cerco energético imposto por Washington desde janeiro deste ano, que se soma às centenas de medidas coercivas unilaterais impostas pela administração de Donald Trump e à política de mais de seis décadas de bloqueio económico, comercial e financeiro contra a maior das Antilhas.
Além disso, afirma que essas medidas são contrárias ao direito internacional e constituem crimes contra a humanidade, bem como uma punição coletiva contra todo o povo cubano. A taxa de mortalidade infantil é um exemplo citado no apelo, uma vez que aumentou 148 % desde 2018, passando de 4 por cada mil nascidos para 9,9 em 2025, um efeito directo da política norte-americana.
Os signatários afirmam encarar «com grande esperança o surgimento de vozes de académicos nos Estados Unidos e noutros países que, com rigor e coragem, denunciam estes crimes». No entanto, lamentam também que alguns académicos se juntem «ao coro do Departamento de Estado e cuja produção não enriquece o debate académico, sendo material que é instrumentalizado» para a prática de crimes contra a humanidade.
Entre os signatários do Apelo à academia sobre a situação em Cuba — O silêncio é cumplicidade encontram-se: Alberto Rocha Valencia, México; Allisa Trotz, Canadá; Ana Esther Ceceña, México; Anton Allahar, Canadá; Atilio Borón, Argentina; Camille Chalmers, Haiti; Carlos E. Martins, Brasil; Claudio Katz, Argentina; Darío Salinas, México; Dídimo Castillo Fernández, México; Emilio Pantojas, Porto Rico; Eric Toussant, Bélgica; Fernando Estenssoro, Chile; Francisco López Segrera, Cuba; Gabriel Rockhill, Estados Unidos; Helen Yaffe, Reino Unido; Irene León, Equador; Isaac Saney, Canadá; Jaime Estay, México; Jaime Zuluaga, Colômbia; Javier Vadell, Brasil; Jason Hickel, Estados Unidos; Jeffrey Sachs, Estados Unidos/Nicarágua.
Além disso, John Kirk, Canadá; José Ramón Cabañas, Cuba; Josefina Morales, México; Leandro Morgenfeld, Argentina; Luis Bernardo Pericás, Brasil; Luiz Eduardo Motta, Brasil; Maribel Aponte, Porto Rico; Matías Bosch Carcuro, República Dominicana; Mónica Bruckmann, Peru; Pablo Vommaro, Argentina; Par Kumaraswami, Reino Unido; Ramón Grosfoguel, Estados Unidos; Raúl Rodríguez, Cuba; Renzo Llorente, Espanha; Ricardo Domínguez Guadarrama, México; Sacha Sergio Llorenti, Bolívia; Sandra Kanety Zavaleta Hernández, México; Steve Ellner, Estados Unidos; Tamara Lajtman, Brasil e Teishan A. Latner, Estados Unidos.
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