Cuba

Conferência regional LGBTI no Brasil manifesta solidariedade para com Cuba

A cidade brasileira de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, acolhe a X Conferência Regional da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais para a América Latina e as Caraíbas, com 23 países representados.

O encontro, que decorre até ao próximo dia 8 de maio, é considerado a maior mobilização do movimento LGBTI nessa região e reúne activistas, organizações sociais, académicos e representantes institucionais.

Sob o lema «Orgulho antifascista pela democracia, pelos nossos direitos e pela diversidade», o evento pretende debater estratégias para enfrentar desafios comuns em matéria de direitos humanos, inclusão e participação política,

Na primeira jornada, houve manifestações de solidariedade e apoio a Cuba face ao recrudescimento do bloqueio económico imposto pelos Estados Unidos, ao cerco energético e às ameaças de agressão militar do presidente norte-americano, Donald Trump.

«Foi um bom início de evento, recebemos apoio», destacou à Prensa Latina o delegado cubano Francisco Rodríguez, que falou sobre os avanços na maior das Antilhas em prol da referida comunidade.

«Falar hoje de Cuba é falar também de soberania, dignidade e resistência», afirmou o boliviano David Aruquipa na conferência.

A América Latina, sublinhou ele, conhece muito bem as consequências das ingerências políticas, económicas e culturais promovidas pelos Estados Unidos.

Considerou que, muitas vezes, essas intervenções têm sido justificadas em nome da democracia, quando, na prática, têm resultado em bloqueios, violência, perseguição e agravamento das desigualdades sociais.

«Quem mais sofre com as crises são sempre as populações historicamente vulneráveis: as mulheres, os povos indígenas, os afrodescendentes e as pessoas LGBTI», acrescentou.

Na opinião de Aruquipa, os direitos humanos são conquistas, não podem ser utilizados como pretexto para a dominação geopolítica e devem ser defendidos com base no diálogo e no respeito pela soberania de cada nação.

«Levantamos a nossa voz em solidariedade com Cuba e com as suas pessoas LGBTI, que continuam a lutar, a preservar as suas memórias e a alimentar as suas esperanças em contextos complexos», sublinhou.

A nossa solidariedade, afirmou ele, é com uma vida digna, a paz, a soberania e o direito dos povos a decidirem o seu destino sem bloqueios, violência e intervenção.

Por outro lado, Idalmis Brooks, conselheira da Embaixada de Cuba no Brasil, denunciou os efeitos do bloqueio em sectores como a saúde, rejeitou a política de Washington e garantiu que o seu país não representa uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

A cobertura mediática sobre Cuba e a América Latina é dominada por um só lado. Nós mostramos o outro. Receba análises geopolíticas que fogem do mainstream ocidental.

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para obter mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *