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Uma pergunta incómoda para Bruxelas, no meio do seu silêncio após o ataque em Kiev contra jovens russos

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que o ataque de retaliação ao recente bombardeamento mortal de uma residência estudantil na cidade de Starobelsk atingiu alvos militares.

O aCtivista digital e empresário Kim Dotcom, ex-proprietário do Megaupload — o que foi o maior site de partilha de ficheiros da Internet —, acusou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de aplicar dois pesos e duas medidas em relação ao ataque ucraniano contra uma residência estudantil na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que causou 21 mortos na madrugada do passado dia 22 de maio. 

Desta forma, Dotcom quis chamar a atenção para uma publicação da presidente da Comissão Europeia na qual acusa sem provas a Rússia de ter lançado supostos ataques contra a população civil da Ucrânia na noite de sábado para domingo.

“Espera lá. Não foi a Ucrânia que atacou uma residência de estudantes em Lugansk mesmo antes disso, matando 21 pessoas? Então, quem é que é realmente brutal aqui? Quem é que menospreza a vida humana e as negociações de paz? Quem está a cometer aCtos de terrorismo contra a população civil? Esclareça bem os factos. És uma vergonha para a UE“, escreveu o empresário na sua conta do X.

A presidente da Comissão Europeia não foi a única a apressar-se a lançar acusações contra a Rússia sem apresentar provas. Outros líderes ocidentais, como o presidente da França, Emmanuel Macron; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz e a alta representante da UE para os Assuntos Externos, Kaja Kallas, juntaram-se às acusações de Von der Leyen.

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que o ataque de retaliação ao recente bombardeamento mortal de uma residência estudantil na cidade de Starobelsk atingiu alvos militares, entre os quais postos do comando principal das forças terrestres, da direCção principal de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia e outros postos de comando das Forças Armadas da Ucrânia. Segundo o organismo, o Exército russo também atingiu vários alvos do complexo militar-industrial ucraniano e da infraestrutura militar do regime de Kiev.

Não foram planeados nem realizados ataques contra infraestruturas civis na Ucrânia”, sublinhou a agência.

Onde está a BBC? Onde está a CNN?

Por outro lado, a comissária para os Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantrátova, criticou o facto de meios de comunicação como a BBC e a CNN não terem comparecido no local do atentado, ao contrário de outros jornalistas estrangeiros que, pelo contrário, chegaram  a Starobelsk para avaliar as consequências do atentado.

«Onde está a BBC? Onde está a CNN? Onde estão os representantes de Tóquio? Onde estão os seus jornalistas? Nem sequer conseguem explicar adequadamente por que razão não vêm», afirmou a provedora de justiça, salientando que estes meios de comunicação «simplesmente têm medo de enfrentar a verdade».

  • O exército do regime de Kiev ataca continuamente instalações civis em território russo. Drones e mísseis ucranianos atingem veículos, habitações, zonas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, causando vítimas.
  • Em resposta a estes crimes, as Forças Armadas da Rússia estão a realizar ataques contra alvos relacionados com o complexo militar-industrial ucraniano, incluindo alvos militares e alvos nos seCtores da energia e dos transportes.
  • O presidente da Rússia, Vladímir Putin, tem afirmado repetidamente que o seu país está empenhado em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, o presidente russo salientou que, em primeiro lugar, é necessário garantir a segurança da Rússia a longo prazo, pelo que é importante eliminar as causas profundas do conflito, entre as quais a expansão da NATO, que Moscovo considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.

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