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Manifestações em Bogotá, na Colômbia, após a contagem preliminar da segunda volta das eleições presidenciais

O actual presidente, Gustavo Petro, apelou à calma junto daqueles que não concordam com o resultado eleitoral.

Durante a noite de domingo, 21 de junho, registaram-se manifestações em vários pontos da cidade de Bogotá, na Colômbia, em defesa da democracia, na sequência da autoproclamação como presidente do candidato do partido Defensores da Pátria, Abelardo de la Espriella.

Circularam nas redes sociais vários vídeos que mostram a paralisação da mobilidade em zonas-chave da capital devido ao descontentamento social, onde se observa o bloqueio de ruas.

O actual presidente, Gustavo Petro, apelou à calma junto daqueles que não concordam com o resultado eleitoral.

«Não caiamos na armadilha da violência e mantenhamo-nos muito unidos para não deixarmos o país retroceder. A paz é hoje fundamental», afirmou o presidente.

O político e empresário de extrema-direita, Abelardo de la Espriella, afirmou: «Estou aqui esta noite perante vós para anunciar a notícia mais importante da minha vida: o povo colombiano confiou-me a honra suprema de o servir como seu próximo presidente da República».

De acordo com os dados da contagem preliminar, com 99,99 por cento das mesas eleitorais apuradas, De la Espriella obteve 49,66 por cento, enquanto o candidato do Pacto Histórico, Iván Cepeda, alcançou 48,70 por cento; a diferença entre os dois é de 0,96 por cento e o resultado desta contagem preliminar não tem carácter oficial nem vinculativo.

Por outro lado, De la Espriella prestou juramento de «lealdade absoluta à Constituição» no seu discurso proferido junto ao monumento Ventana del Mundo, na zona industrial de Barranquilla.

«Juro protegê-la daqueles que pretendem substituir o Estado de direito pela tirania. E juro honrá-la perante aqueles que, usurpando o nome do povo, querem privá-lo das suas liberdades», afirmou.

Da mesma forma, afirmou que governaria «para todos os colombianos», e não apenas para aqueles que votaram nele. «Não haverá vencedores nem vencidos, não haverá retaliações, não haverá perseguições, porque na democracia não existem inimigos irreconciliáveis, existem compatriotas que pensam de forma diferente, mas que têm exatamente os mesmos direitos que nós»

A proclamação do próximo presidente cabe ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), por mandato constitucional. A partir daí, segundo o secretário eleitoral, a decisão cabe aos juízes da Colômbia e a essa autoridade.

Ficam, assim, duas versões em confronto. A coligação governamental aposta na revisão mesa a mesa e na espera pelo resultado final, enquanto a Secretaria Eleitoral defende uma contagem «impecável» e remete a palavra final para as comissões e para o CNE.

O desfecho dependerá da verificação de cada acta física e da decisão das autoridades eleitorais. O país aguarda esse pronunciamento oficial, o único com poder para nomear o sucessor de Petro no próximo dia 7 de agosto.

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