
“A mentira é o recurso daqueles que se recusam a aceitar o direito à autodeterminação do povo cubano”
A ilha defende a sua soberania face às acusações infundadas e às ameaças públicas do Presidente dos EUA.
Não merecia outra reacção senão virar-lhe as costas, como – com toda a dignidade e a certeza de ter do seu lado a verdade e a razão – fez a delegação cubana. Perante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, onde decorre a 81.ª Sessão, Donald Trump voltou – repleto de calúnias – às contínuas ameaças da sua administração à Maior das Antilhas.
«Incapaz de justificar as sanções contra o povo de Cuba e a sua guerra económica genocida, o presidente dos EUA reitera na ONU que Cuba representa uma ameaça. A mentira é o recurso daqueles que se recusam a aceitar o direito à autodeterminação do povo cubano», afirmou esta terça-feira, através do X, o Primeiro Secretário do Comité Central do Partido e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, depois de o mandatário norte-americano ter repetido a sua série de falsidades contra a ilha.
«Continuaremos a lutar pela paz, a defender a nossa soberania e a trabalhar em conjunto para superar a agressão impiedosa que o Governo dos Estados Unidos nos impõe», reiterou Díaz-Canel.
Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado, afirmou que, «face às falsidades expostas hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas pela delegação dos Estados Unidos, reiteramos a mais veemente condenação do nosso povo ao bloqueio imposto pelo Governo dos EUA».
Roberto Morales Ojeda, membro do Bureau Político e secretário de Organização do Comité Central do Partido, sublinhou através do X que «Cuba defenderá a construção do seu futuro em paz, com plena independência e soberania»; e acrescentou que as falsidades expressas pela delegação norte-americana nas Nações Unidas não têm qualquer fundamento.
Da mesma forma, na própria rede social, o membro do Bureau Político e ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou: «O Governo dos EUA mostra-se incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país plenamente independente e soberano. Nenhuma das falsidades proferidas pelo Presidente dos EUA na ONU e nenhuma calúnia podem, nem poderão, negar esse facto».
O ministro dos Negócios Estrangeiros, que preside à delegação da nação caribenha presente no encontro, insistiu que «Cuba não é uma ameaça para os EUA nem para nenhum país. O bloqueio económico, incluindo o cerco energético, é que ameaça Cuba e o resto das nações. É um ato de genocídio e de castigo coletivo. Somos um país de paz e merecemos a paz», afirmou.
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