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Palestina propõe aderir ao BRICS e a China dá as boas-vindas

O embaixador da Palestina na Rússia informou que o seu país se candidatou a membro de pleno direito do grupo BRICS.

De acordo com a agência de notícias Sputnik, o embaixador da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) na Rússia, Abdel Hafiz Nofal, disse na sexta-feira que a Palestina se candidatou a membro de pleno direito do BRICS e planeia continuar a participar como convidado.

“Acredito que a Palestina participará na parceria como convidada até que as condições lhe permitam tornar-se membro de pleno direito”, afirmou.

Ademais referiu que apresentou “uma candidatura, mas, como sabem, a Palestina tem certas condições”, dizendo que “ainda não recebemos uma resposta”.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, saudou o pedido de adesão da Palestina aos BRICS. “Congratulamo-nos com a participação de parceiros com as mesmas ideias na cooperação do BRICS e na assistência conjunta para avançar para uma ordem internacional mais justa e equitativa”, afirmou.

Além disso, considerou os BRICS como uma “importante plataforma de cooperação entre os países em desenvolvimento” e os mercados emergentes, salientando que constituem um poderoso impulso para o desenvolvimento da multipolaridade e a democratização das relações internacionais.

Na quarta-feira, a China congratulou-se com o número crescente de países que reconhecem o Estado da Palestina, afirmando que tal “demonstra plenamente a vontade geral e as aspirações comuns da comunidade internacional”. “A China continuará a trabalhar com a comunidade internacional para apoiar firmemente o povo palestiniano”, afirmou Guo.

Anteriormente, a China também rejeitou o plano de Israel de ocupar a Faixa de Gaza, sublinhando a soberania inabalável da Palestina sobre o enclave. Sublinhou que só os palestinianos podem governar o enclave no período pós-guerra, declarando que “Gaza pertence ao povo palestiniano e é uma parte inseparável do território palestiniano”.

Os BRICS incluíam inicialmente o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, que, em conjunto, representam cerca de 40 % da população mundial e um quarto do produto interno bruto (PIB) mundial. Em 2024, o bloco emergente foi alargado com a adesão do Egipto, da Etiópia, do Irão, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

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