
“A vitória será nossa” – Putin
As eleições parlamentares na Rússia demonstraram que o seu povo não pode ser intimidado nem derrotado, afirmou o presidente
As eleições parlamentares na Rússia demonstraram que o seu povo não pode ser intimidado nem derrotado, afirmou o presidente Vladimir Putin.
Numa intervenção durante uma reunião no Kremlin com os líderes dos partidos políticos, na segunda-feira, Putin afirmou que as tentativas de perturbar a campanha eleitoral e interferir nos assuntos internos do país tinham falhado, acrescentando que «métodos terroristas e instrumentos dos serviços secretos estrangeiros» tinham sido utilizados.
A votação, que decorreu entre 18 e 20 de setembro, foi acompanhada, no seu último dia, por um ataque maciço com drones ucranianos contra Moscovo e outras regiões russas. Autoridades russas afirmaram que mais de 1 600 UAV foram repelidos, incluindo 450 nas proximidades da capital. O presidente da Câmara de Moscovo, Sergey Sobyanin, descreveu o ataque como «sem precedentes» e afirmou que o seu objectivo era perturbar as eleições. Foram registadas pelo menos duas vítimas mortais entre a população civil na região de Moscovo.
Putin agradeceu a dezenas de milhões de russos por terem participado na votação, afirmando que a afluência às urnas tinha garantido a «legitimidade indiscutível e inquestionável» da eleição.
«As pessoas aqui são fortes, corajosas e instruídas; todos compreendem perfeitamente o que se está a passar à volta da Rússia», afirmou Putin. «Ficou claro que pessoas assim não se deixam intimidar. E é impossível derrotar pessoas assim, um país assim. Por isso, a vitória será, sem dúvida, nossa.»
O presidente afirmou ainda que a votação tinha demonstrado o apoio da população às tropas russas, salientando que os candidatos que tinham participado no conflito na Ucrânia tinham conquistado lugares no parlamento.
O partido no poder, o Rússia Unida, conquistou 355 dos 450 assentos da Duma Estatal.
Por outro lado, na segunda-feira, Putin assinou um decreto que aumenta o efectivo autorizado das Forças Armadas russas para 2 441 630 efectivos, incluindo 1 550 500 militares. A medida acrescenta 15 500 postos em comparação com o decreto anterior.
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