Cuba

Alerta em Cuba devido ao aumento sazonal das doenças transmissíveis

A situação epidemiológica em Cuba é actualmente marcada pelo aumento sazonal das infeções respiratórias agudas, das doenças diarreicas e das hepatites, bem como por um aumento das arboviroses, informou recentemente a Dra. Carilda Peña García, vice-ministra da Saúde Pública

No que diz respeito às infeções respiratórias agudas, a especialista explicou que continuam a circular diferentes vírus, entre os quais os coronavírus endémicos e o SARS-CoV-2, causador da COVID-19, com predominância das subvariantes da Ómicron. Precificou que não se observa um nível de gravidade que sugira uma situação semelhante à da pandemia.

Continua também a circular o vírus da gripe e outros agentes, identificados principalmente através da vigilância dos casos graves.

Perante este cenário, Peña García insistiu na importância de continuar a vigilância e a educação em saúde, especialmente no que diz respeito ao tratamento de infecções respiratórias em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

No programa informativo «Buenos Días», referiu que outro dos temas que preocupa as autoridades de saúde é a evolução das doenças diarreicas agudas e das hepatites. Segundo explicou, circulam diversos microrganismos associados a estas doenças, entre os quais vírus e bactérias, num contexto marcado por limitações nos sistemas de saneamento ambiental, tratamento de águas e recolha de resíduos.

Arbovirose no país

A situação das arboviroses constitui, no entanto, uma das principais preocupações neste momento, devido ao aumento sazonal da população do mosquito transmissor da dengue.

«Cuba é um país endémico», recordou a vice-ministra, que explicou que a dengue continua a circular e que factores como as altas temperaturas, as chuvas e a humidade favorecem o aumento da população do vector.

A estes factores naturais juntam-se outros que são evitáveis e controláveis, relacionados fundamentalmente com as condições existentes no interior e em redor das habitações.

Peña García confirmou, além disso, a circulação do vírus chikungunya, embora tenha descartado a existência de um aumento desproporcionado da doença, tal como tem sido especulado nas redes sociais.

A especialista salientou que o aumento dos casos de dengue corresponde ao pico sazonal que também se regista noutros países da região. Em Cuba, continuam a circular os quatro serótipos do vírus, sendo que, actualmente, o serótipo dois é o mais prevalente.

No que diz respeito ao chikungunya, precisou que os casos se concentram fundamentalmente em territórios onde a incidência da doença foi menor durante o período anterior. Quem adoeceu nessa altura apresenta menor suscetibilidade, enquanto nessas populações podem registar-se actualmente casos esporádicos.

Durante a audiência, a Dra. Carilda Peña García reiterou a importância de a população se manter atenta às informações oficiais e de continuar a adoptar medidas de protecção individual e colectiva face à evolução das doenças transmissíveis.

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