
A crise financeira e o aumento da taxa de pobreza real ameaçam a gestão de Milei
Em contrapartida, a visita do governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, a Nova Iorque suscitou expectativas positivas entre os sectores financeiros.
A deterioração das variáveis financeiras e o aumento do risco-país desencadeiam uma profunda instabilidade que ameaça alterar o equilíbrio de forças políticas na República Argentina. A desconfiança dos mercados internacionais provocou a queda dos títulos públicos e acelerou a fuga de divisas, tendo-se registado compras de dólares no valor de mais de 3 300 milhões no último mês.
O índice de risco-país registou um aumento de 52 por cento nos últimos dois meses, ultrapassando a barreira dos 600 pontos básicos, apesar das intervenções do Ministério da Economia nos mercados locais. Esta tendência de subida contrasta fortemente com o comportamento financeiro registado em países vizinhos, como o Brasil e o Uruguai, onde as notações de risco soberano se mantiveram em baixa.
🇦🇷 Un informe basado en la Encuesta Permanente de Hogares del INDEC reveló que el pluriempleo en Argentina alcanzó un récord histórico, afectando al 11,5% de la población ocupada. #teleSUR #Argentina #Economia #27Sep📉📊 pic.twitter.com/GjeW66nKi8
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Além disso, a contracção generalizada da atividade económica afectou a receita fiscal nacional e limitou a capacidade do Estado para fazer face aos vencimentos da dívida externa. Os analistas do sector alertam que a falta de acumulação de reservas por parte do Banco Central agrava as vulnerabilidades do sistema monetário face a eventuais flutuações das taxas de juro nos Estados Unidos.
Paralelamente, economistas e instituições privadas questionaram os dados sobre a pobreza divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos, apontando inconsistências metodológicas no Inquérito Permanente aos Agregados Familiares. Estimativas independentes sustentam que o nível real de privação social ronda os 45 por cento, ultrapassando amplamente os registos de governos anteriores, em resultado da queda nos rendimentos dos trabalhadores e dos reformados.
No âmbito internacional, a visita do governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, à cidade de Nova Iorque gerou expectativas positivas entre os grandes fundos de investimento, de infraestruturas e de tecnologia. Os investidores estrangeiros manifestaram a sua preocupação com a sustentabilidade do actual modelo económico face à contração do consumo interno, à perda de postos de trabalho e ao aumento das tarifas dos serviços públicos. Isto reforça a posição do representante do Governo da capital na sua intenção declarada de enfrentar, numa frente ampla, a candidatura de Milei nas eleições de 2027.
🌐 Este incremento refleja cómo la multiplicación de empleos se ha convertido en la principal estrategia de supervivencia para millones de familias en el país sudamericano. https://t.co/f2fGheabzj #teleSUR #Argentina #Economia #27Sep🤝
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A combinação de recessão social e fragilidade financeira aponta para um cenário de grande incerteza política face aos próximos compromissos eleitorais do país. Várias sondagens de opinião apontam para um desgaste acelerado da imagem do Executivo nacional, enquanto os setores sociais alertam para o impacto de um possível aperto nas despesas públicas.
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