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O Irão captura mais um drone espião norte-americano no Estreito de Ormuz (VÍDEO)

A IRGC divulgou imagens de um veículo subaquático não tripulado que, segundo afirma, pertencia às forças armadas dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) afirma ter capturado um veículo subaquático autónomo dos EUA no Estreito de Ormuz, o segundo incidente deste tipo registado este mês.

De acordo com um comunicado da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), divulgado pelos meios de comunicação iranianos, o UROV militar estava a realizar atividades de espionagem nessa via navegável estratégica.

O IRGC identificou a embarcação como um Remus 600, um veículo subaquático autónomo avançado utilizado pela Marinha dos EUA para detecção de minas, vigilância e reconhecimento. Divulgou imagens do veículo a ser retirado da água e afirmou que os especialistas estão agora a trabalhar para recuperar os seus dados.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alertou também que o Estreito de Ormuz continua «fechado», afirmando que continuará a fazer face ao que descreveu como «movimentos perigosos e não autorizados» por parte de embarcações. Os EUA ainda não se pronunciaram sobre o incidente.

Esta alegação surge na sequência de uma série de incidentes envolvendo drones no Estreito de Ormuz, ocorridos este mês.

No início de setembro, o Irão afirmou ter apreendido um drone subaquático norte-americano, com imagens do IRGC que parecem mostrar um Dive-LD fabricado pela Anduril. O Pentágono reconheceu a perda do submersível, mas afirmou que se tratava de um modelo mais antigo e danificado, que não transportava dados sensíveis nem equipamento classificado. Dias depois, o IRGC afirmou ter destruído um «Saildrone Explorer» norte-americano perto da entrada do estreito, divulgando imagens da embarcação a arder na água. Em meados de setembro, as forças armadas dos EUA afirmaram ter frustrado uma tentativa do IRGC de apreender outro «Saildrone», atacando duas embarcações iranianas alegadamente envolvidas.

Os incidentes ocorrem num contexto de escalada do impasse marítimo entre Washington e Teerão. Os EUA destruíram vários petroleiros iranianos após acusarem a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de disparar mísseis balísticos contra navios de guerra norte-americanos. O Irão, por seu lado, tem atacado navios norte-americanos e petroleiros comerciais que acusou de violarem as restrições em torno do Estreito de Ormuz. No início desta semana, relatos afirmaram que Washington tinha intensificado a actividade militar em torno da via navegável, com aeronaves de reconhecimento avistadas perto do território iraniano e, alegadamente, caças adicionais destacados para a região.

Entretanto, os esforços diplomáticos desta semana para quebrar o impasse entre o Irão e os EUA parecem ter fracassado. Na Assembleia Geral da ONU, o Irão apresentou o que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, designou como um «plano concreto de sete dias», oferecendo-se para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares caso Washington levantasse o seu bloqueio naval, aliviásse as restrições às exportações de petróleo iraniano, desbloqueasse os activos congelados e respeitasse um cessar-fogo, incluindo o fim das operações de Israel no Líbano. O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a proposta como «inaceitável».

«Rejeito a proposta deles», afirmou aos jornalistas à saída da Casa Branca no sábado, alegando que Teerão quer um acordo «porque está a perder por larga margem». Na reunião da ONU, afirmou ainda que se deparava com uma «grande decisão» sobre se deveria «aniquilar» o Irão caso as negociações fracassassem.

O comandante-chefe do exército iraniano, o major-general Amir Hatami, afirmou no domingo que a «guerra ainda não acabou», insistindo que Teerão tinha vencido a fase inicial do conflito, mas que agora precisa de «consolidar a sua vitória».

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