O Presidente Maduro e Cilia Flores apelam à reconciliação na Venezuela
O presidente venezuelano, acompanhado pela primeira-dama Cilia Flores, partilhou a sua reflexão bíblica por ocasião do Domingo da Ressurreição.
No âmbito da celebração do Domingo da Ressurreição, o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, dirigiu uma mensagem à nação e aos «povos do mundo» através da sua conta oficial na rede social X.
O presidente, acompanhado pela sua esposa, Cilia Flores, centrou a sua publicação numa profunda reflexão espiritual baseada na passagem bíblica da ressurreição de Lázaro.
Na primeira parte da mensagem, datada simbolicamente em Nova Iorque, onde tanto o presidente como a sua esposa se encontram retidos desde o passado dia 3 de janeiro, Maduro sublinhou a ligação entre sacrifício e renovação.
«Esta Semana Santa recorda-nos uma verdade muito profunda: não há ressurreição sem paixão. Primeiro vem a cruz, a dor e a entrega, mas depois vem a vida nova», escreveu ele, citando as palavras de Jesus a Marta: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, mesmo que morra, viverá» (Jo 11,25-26).
O Presidente salientou que a figura de Cristo como «o Ressuscitador» é o fundamento para que «a esperança nunca se perca», mesmo em meio às dificuldades.
Superar os «obstáculos» do ódio e da divisão
Continuando com a alegoria de Lázaro, Maduro fez um apelo à «cura» social e política do país. Interpretou o mandato de Jesus «Tirem a pedra» (Jo 11,39) como uma instrução para a sociedade contemporânea: «Diz-nos que é preciso tirar a pedra do ódio, da mentira, da divisão e do rancor».
Segundo o chefe de Estado, a ressurreição deve também ser entendida como um processo para «curar, libertar, perdoar, reencontrar-nos e voltar a caminhar juntos».
Por fim, o presidente venezuelano concluiu a sua mensagem afirmando que este domingo é a celebração da «vitória da vida e da verdade». Afirmou que nesta batalha moral «não vence a morte: vence Cristo. Não vence a mentira: vence a verdade. Não vence o ódio: vence o amor«.
A reflexão concluiu invocando a promessa bíblica de «Eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28,20), reafirmando a sua certeza de que Cristo acompanha o seu povo, ao mesmo tempo que o mandatário pediu bênçãos para a Venezuela e para o mundo, anseando que se encham «de fé, de amor e de esperança», numa mensagem que procura posicionar o diálogo e a reconciliação como eixos da sua gestão.
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