O presidente Petro denuncia uma tentativa de fraude eleitoral e responsabiliza a empresa Thomas Greg & Sons
Petro questionou o facto de uma empresa privada ter acesso a bases de dados relacionadas com cartões de identidade e passaportes e, ao mesmo tempo, participar no cálculo da contagem preliminar
O presidente Gustavo Petro denunciou a possibilidade de uma tentativa de fraude eleitoral que envolve o candidato de direita Abelardo de la Espriella e a empresa Thomas Greg & Sons, responsável há anos pelo contrato de passaportes no país, pela logística eleitoral e pela contagem dos votos nas eleições.
A este respeito, Gustavo Petro afirmou que «não posso deixar de associar a atitude negativa do procurador aos relatórios elaborados pelos serviços de inteligência sobre conversas entre os irmãos Bautista e de La Espriella, nas quais se discutia a devolução do contrato dos passaportes às suas mãos, e a promessa, em troca, de certos algoritmos que garantam a presidência a de La Espriella, cujo vice-presidente é coautor do desastre em que o governo Duque deixou as finanças públicas: o maior empobrecimento do povo neste século, e que agora a maioria duquista do Conselho de Administração do Banco da República pretende repetir”.
As declarações de Petro indicam que «procuram desesperadamente anular o excelente contrato de passaportes que temos, em que os dados já pertencem ao Estado colombiano e toda a tecnologia a ser utilizada será nova e da melhor do mundo na Imprensa Nacional».
Ya tenemos el nuevo pasaporte que ya se expide y se ejecuta el contrato con la entidad pública internacional "Casa de la Moneda de Portugal" con apoyo del gobierno portugués y francés. Es de lo mejor del mundo.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) April 4, 2026
Los hermanos Bautista dueños de Thomas Greg, aún no devuelven el… https://t.co/4Ax2vVIKbG
O presidente insistiu que a empresa dos irmãos Bautista, anteriormente condenada pelos tribunais dos EUA, deve entregar os dados das pessoas com passaporte à imprensa nacional.
«Sei que, com a ajuda de alguns magistrados, procurava anular o contrato relativo aos passaportes celebrado pelo governo há um ano. Em plena época eleitoral, isso tem um nome próprio: fraude eleitoral», sublinhou.
Petro questionou o facto de uma empresa privada ter acesso a bases de dados relacionadas com cartões de identidade e passaportes e, ao mesmo tempo, participar no cálculo da contagem preliminar.
Afirmou que essa combinação, na sua opinião, aumenta o risco de fraudes de identidade, ao mesmo tempo que declarou que «é simples: a maioria dos colombianos que partiram e não regressaram não votam, e podem ser levados a votar através de software. Milhões de eleitores não votam e podem ser levados a votar através de algoritmos».
Em resposta ao presidente, a plataforma Las 2 orillas referiu que «enquanto o presidente Gustavo Petro denuncia, com a apresentação de documentos, processos judiciais e provas históricas empíricas, a possibilidade de uma tentativa de fraude eleitoral que envolve a empresa Thomas Greg & Sons e o candidato de direita Abelardo de la Espriella, a imprensa tradicional, fiel ao seu ofício de sempre, decidiu fazer vista grossa. Ou, melhor dizendo, decidiu virar as câmaras e os microfones para se concentrar numa história diferente».
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