“Rainha da Ketamina” é condenada a pena de prisão pela morte de Matthew Perry
A mulher admitiu ter vendido ao actor a droga que causou a sua morte em 2023 e foi a única arguida a reconhecer a sua responsabilidade directa no caso.
Uma juíza federal de Los Angeles, nos EUA, condenou nesta quarta-feira a 15 anos de prisão Jasveen Sangha, acusada de vender a ketamina que provocou a morte do actor Matthew Perry em 2023, segundo informou a Associated Press.
Sangha, de 42 anos, declarou-se culpada e tornou-se a terceira pessoa condenada num processo que envolve cinco arguidos acusados de fornecimento ilegal da droga. É também a única que admitiu ter causado directamente a morte do actor, o que resultou na pena mais severa do caso.
Durante a audiência, a juíza Sherilyn Peace Garnett advertiu-a de que teria de demonstrar «uma resiliência épica», enquanto a arguida reconheceu a sua responsabilidade: «Não foram erros, foram decisões horríveis», afirmou, e sustentou que as suas acções «destruíram vidas».
Today in LA federal court, ‘K•tamine Queen’ Jasveen Sangha is being sentenced for supplying the k•tamine that k•lled Matthew Perry. #matthewperry pic.twitter.com/kzyQyleiP8
— Red Flags and Body Bags (@RedFlagBodyBag) April 8, 2026
“O Ministério Público descreveu-a como uma «Rainha da Ketamina» que dirigia uma rede de distribuição destinada a clientes com elevado poder de compra, o que lhe permitia manter um estilo de vida luxuoso. Segundo os investigadores, ela vendeu a Perry 25 frascos de cetamina por 6 000 dólares, incluindo a dose fatal, apenas quatro dias antes da sua morte.
O actor foi encontrado sem vida na banheira de hidromassagem da sua casa em Los Angeles, e a autópsia determinou que a Ketamina — um anestésico também utilizado no tratamento da depressão — foi a principal causa da morte. Perry tinha obtido inicialmente a substância através de um médico, mas depois recorreu a fornecedores ilegais para obter quantidades maiores.
No processo constam também outros envolvidos: um médico que vendeu Ketamina ilegalmente, Salvador Plasencia, foi condenado a dois anos e meio de prisão, enquanto outro recebeu prisão domiciliária. O assistente pessoal de Perry e um conhecido que actuaram como intermediários ainda aguardam sentença.
Os familiares do actor expressaram o impacto do caso perante o tribunal. O seu padrasto, o jornalista Keith Morrison, afirmou que vivem uma “tristeza diária e constante”, e recordou que Perry “deveria ter tido outra fase na sua vida”.
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