
“Não fomos nós que escolhemos a guerra”: o que o presidente do Irão disse à Fox News sobre o conflito com os EUA
«Estamos dispostos e continuamos a desejar avançar», afirmou o dignitário, referindo-se à possibilidade de pôr fim ao conflito.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, afirmou hoje que o seu país não escolheu a guerra, mas que esta lhe foi imposta pelos EUA e por Israel, que optaram por atacar o Irão.
“Não escolhemos a guerra. A guerra foi-nos imposta. Não procuramos a guerra; pelo contrário, quando somos atacados, vemos-nos obrigados a defender-nos. Nunca iniciámos uma guerra. Mas se quiserem continuar a lutar contra nós, responderemos com firmeza e determinação”, afirmou o líder numa entrevista concedida à Fox News.
☝️"No elegimos la guerra": lo que dijo el presidente de Irán sobre conflicto con EE.UU. a Fox News https://t.co/Owwi9YZ7df
— Errete en Español (@erreteespanol) September 24, 2026
Nesse sentido, afirmou que continuam a exercer «pressões» sobre Teerão, com o objectivo de o obrigar a render-se «fora do quadro jurídico do direito internacional, o que é impossível».
Além disso, Pezeshkian manifestou-se contra todas as guerras, ao considerar que «os seres humanos não deveriam causar a morte de outro ser humano» e deveriam ser capazes de resolver as suas divergências através do diálogo.
“Nunca procurámos a guerra. Não procuramos a guerra. Acredito profundamente que os seres humanos não deveriam causar a morte de outro ser humano. Supostamente, somos os seres escolhidos da criação. Quando podemos resolver os problemas através do diálogo, não devemos recorrer a matar-nos uns aos outros”, afirmou.
Iranian President Masoud Pezeshkian: We never sought war. We do not seek war. I deeply believe that humans should not cause the death of another human. We are supposed to be the chosen beings of creation. When we can resolve issues through dialogue, we shouldn't resort to killing one another. But with the instigations conducted by Israel, they have imposed this war on us. But we do not wish to continue. It's America that must choose whether it wants to end this or not.
— Clash Report (@clashreport) September 24, 2026
No entanto, reiterou que «devido às provocações de Israel», foi «imposta ao Irão esta guerra», que o país não deseja continuar. «Cabe aos EUA decidir se querem pôr fim a isto ou não», concluiu.
Negociação sem cedências
Por outro lado, argumentou que o Irão não tem «problemas» em pôr fim ao conflito, como demonstra o acordo que assinaram com o presidente norte-americano, Donald Trump.
«Não temos problemas. Chegámos a um acordo com o presidente da vossa organização, que foi assinado. Esse acordo foi assinado. E, com base nisso, estamos dispostos e continuamos a querer avançar», afirmou a esse respeito.
Iranian President Masoud Pezeshkian: We did reach an agreement with Trump. That agreement was signed, and based on that, we are willing and still wish to move forward, and the framework was agreed upon. We had not closed the Strait of Hormuz. It was open. Without any legal justification or framework, they attacked us. https://t.co/iFfPRg7cUh
— Clash Report (@clashreport) September 24, 2026
No entanto, chamou a atenção para o facto de que, independentemente dos acordos assinados antes do início da guerra e da situação geral na região — que incluía a manutenção do estreito de Ormuz aberto —, o território iraniano foi atacado sem motivo.
«Sem qualquer justificação nem base jurídica, atacaram-nos. Assassinaram e transformaram em mártir o nosso estimado líder supremo, bem como os nossos cientistas, comandantes militares e funcionários governamentais», recordou.
Apesar do que foi dito, Pezeshkian reiterou que, mesmo que seja pressionada com sanções económicas ou de outro tipo, a República Islâmica não tenciona render-se e resistirá «até ao fim».
“Continuaremos a resistir até ao fim. Sim, é verdade que temos problemas económicos, mas, para nos mantermos, enfrentaremos qualquer adversidade e resistiremos”, afirmou.
Guerra dos EUA e de Israel contra o Irão
A guerra, que teve início em fevereiro passado, já se arrasta há quase oito meses, num contexto marcado, nos últimos dias, pelo aumento das tensões e pelas tentativas dos iranianos de estabelecer condições para eventuais negociações.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohsen Rezaei, afirmou no sábado passado que Teerão tinha transmitido a Washington sete condições para iniciar conversações, entre as quais o fim da guerra em todas as frentes, a libertação dos activos iranianos congelados, o levantamento do bloqueio naval e o compromisso de não interferir nos assuntos internos do país. Segundo ele, as exigências foram comunicadas através do Catar, e Teerão aguarda agora uma resposta do presidente norte-americano, Donald Trump.
No dia seguinte, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Irão não reabrirá o Estreito de Ormuz até que os EUA aceitem as condições de Teerão e cumpram os seus compromissos.
A partir de Washington, Trump afirmou que se encontra numa «fase de tomada de decisões» relativamente à República Islâmica e mencionou três opções: «Aniquilar o Irão, deixá-los apodrecer economicamente ou chegar a um acordo». Ao mesmo tempo, afirmou que estaria disposto a reunir-se com Pezeshkian, no âmbito da Assembleia Geral da ONU, que se realiza esta semana em Nova Iorque
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