
Será que a CIA consegue derrotar Cuba? De Harry Truman a Donald Trump (Parte III e Final)
A pequena ilha das Caraíbas nunca foi nem é uma ameaça para os Estados Unidos; no entanto, a CIA e todos os presidentes daquele país têm-se empenhado em apresentá-la como tal. Neste artigo, o autor descreve todas as manobras orquestradas contra Cuba.
George W. Bush chegou à Casa Branca em 2001, na sequência de uma fraude na Flórida, na qual a máfia cubana teve um papel determinante. O seu pai organizou-lhe o executivo e o Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês), o que propiciou o regresso — desta vez —, como responsável pelo NSC para a América Latina, de Otto Reich, um cubano a quem Reagan encarregou de fabricar notícias e artigos de opinião em conjunto com a CIA e especialistas em guerra psicológica do Pentágono, que transformaram a imprensa norte-americana num canal de propaganda encoberta.
Em breve começaram a revogar as mais de quinhentas licenças concedidas pela OFAC durante a Administração Clinton no âmbito do intercâmbio «povo a povo». Faziam parte de um esquema de influência destinado a minar a Revolução a partir de dentro; no entanto, quando os norte-americanos chegavam a Cuba, não encontravam o cenário dantesco que lhes tinham pintado, e o apelo ao levantamento do bloqueio começou a espalhar-se por todo o território dos Estados Unidos.
Após a invasão do Iraque, o embaixador dos Estados Unidos na República Dominicana declarou que a vitória sobre o regime iraquiano deveria servir de mensagem para o Governo cubano, e o grupo de apoiantes de Miami lançou o lema: «Iraque agora, Cuba depois».
A Secção de Interesses em Havana tornou-se um centro de conspiração; enquanto a administração intensificava o bloqueio e as medidas de asfixia económica, e a imprensa da Flórida incentivava o fluxo de saídas ilegais por via marítima, a tal ponto que, no início de 2004, isso se tornou o prelúdio de uma eventual invasão militar, quando o subsecretário de Estado para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roger Noriega, declarou que um êxodo seria considerado uma ameaça à segurança nacional.
A 6 de maio de 2004, a Casa Branca anunciou um plano para provocar o colapso da Revolução no prazo de dois anos. O plano incluía um pacote de medidas de asfixia económica, 59 milhões de dólares para a subversão e uma estratégia de diplomacia pública com vista ao seu isolamento. Fidel convocou uma marcha em frente à Secção de Interesses dos Estados Unidos, à qual compareceram mais de um milhão de pessoas. Antes da partida, proferiu aquela frase que, ao sintetizar a vontade popular, ficou para a história:
«Uma vez que decidiu que o nosso destino já está traçado, tenho o prazer de me despedir como os gladiadores romanos que iam combater no circo: Salve, César, aqueles que vão morrer saudam-te.»
«Só lamento não poder sequer ver o seu rosto, porque, nesse caso, o senhor estaria a milhares de quilómetros de distância e eu estaria na linha da frente, pronto para morrer a combater em defesa da minha pátria» (Castro, 2004).
Em 2005, Cuba foi declarada «força desestabilizadora regional» e uma «ameaça comprovada aos interesses dos Estados Unidos», e a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, em 2006, classificou-a entre os sete desafios regionais à escala global; posteriormente, Bush criou a Missão de Inteligência para Cuba e a Venezuela. Os programas da USAID passaram do «fortalecimento da sociedade civil» para operações secretas de mudança de regime coordenadas pela CIA, com a participação da USAID e da NED.
Quando, a 31 de julho de 2006, Fidel adoeceu, toda a propaganda levada a cabo ao longo dos anos para fazer crer que, naquele momento, tudo entraria em colapso foi desmentida. A questão migratória ficou-lhes como único pretexto e chegaram ao ponto de divulgar publicamente o número de migrantes ilegais interceptados em alto mar, o que desencadeia os planos de contingência.
A contrarrevolução em Cuba estava desligada do povo, dividida e sem qualquer prestígio social. A maioria da população é revolucionária e, para provocar uma mudança, era necessário trabalhar prioritariamente com as novas gerações. O desafio que se colocou foi o de transformar os «simpatizantes cépticos» e os «neutros» em «desleais activos» — ou seja, em contrarrevolucionários.
Foram levantadas duas questões: como mobilizar os cubanos comuns para o activismo sem serem detectados? Como gerar distúrbios num país socialmente organizado? A tarefa de responder a este desafio caberia aos programas sob a égide da USAID. Foram aprovadas duas operações secretas com contratantes privados sediados em Washington e com experiência de trabalho com a CIA: a Associates International Inc. (CAI) e a Development Alternative, Inc. (DAI). Em que consistiram?
A CAI recebeu o contrato para criar uma espécie de «Twitter cubano»: o ZunnZuneo. Deviam criar um sistema que, num momento crítico, permitisse convocar distúrbios através de mensagens de texto, à margem da operadora de telemóveis cubana. A USAID encobriu o destino dos fundos, atribuindo-os a um projecto fictício para o Paquistão e, como a intervenção dos Estados Unidos não podia ser revelada, recorreram a um país terceiro para executar a operação: a Costa Rica. Para ocultar a origem das mensagens, criaram empresas de fachada com contas nas Ilhas Caimão.
A DAI obteve o contrato para instalar três terminais portáteis de comunicação por satélite, conhecidos como BGAN, nas cidades de Santiago de Cuba, Camagüey e Havana. Estes funcionariam como um ponto Wi-Fi de acesso sem fios à Internet para contornar os servidores cubanos. Subcontratou Alan P. Gross, agente da CIA, de uma empresa especializada em ligações à Internet em teatros de operações do Pentágono, que organizou a introdução do equipamento peça a peça; o mais comprometedor, um chip não comercial fornecido exclusivamente à CIA, ao Pentágono e ao Departamento de Estado para contornar o rastreio de sinais de satélite.
Entretanto, a estação local em Havana iniciou uma aproximação aos jovens com capacidade de liderança nas redes sociais; a comunidade de blogueiros tornou-se um alvo da CIA, com o apoio do Departamento de Estado.
Passaram-se os dois anos e Bush deixou a Casa Branca sem ter conseguido desestabilizar o Governo cubano, então liderado por Raúl Castro, um dos líderes históricos da Revolução e com grande apoio popular.
A 20 de janeiro de 2009, tomou posse no Gabinete Oval: Barack Obama, que, durante quatro anos, defendeu no Senado o levantamento do bloqueio e, uma vez na presidência, nunca mais abordou o assunto; pelo contrário, as operações clandestinas continuaram. «Disseram-nos que não nos podiam informar, nem mesmo em termos gerais, sobre essas operações porque, e cito, “poderiam morrer pessoas”», relatou Fulton Armstrong, assessor de John Kerry no Senado e o analista de inteligência de mais alto escalão durante a administração Clinton (AP, 2014).
Um acontecimento no final de 2009 provocou uma reviravolta inesperada: a Alan Gross ainda precisava de instalar um cartão em Havana e regressou em dezembro pela quinta vez. Foi detido a 3 de dezembro e um tribunal condenou-o a 15 anos de prisão. Perante tal revés, desencadeou-se um debate em Washington sobre os programas de mudança de regime e as acções clandestinas em Cuba foram suspensas.
Por volta de 2014, na América Latina, havia um consenso unânime contra a política dos Estados Unidos em relação a Cuba, e também no seu próprio país as coisas não estavam a correr bem para Obama: no outono, as sondagens indicavam 65 por cento de desaprovação à sua gestão governamental. Por sua vez, as pressões do lobby judeu relactivamente à detenção de Gross colocavam-no contra a parede. Ansioso por apresentar resultados, após dois anos de negociações secretas, optou por traçar um novo rumo, iniciado a 17 de dezembro de 2014 com o anúncio simultâneo do estabelecimento de relações diplomáticas. Gross regressou aos Estados Unidos; os cinco heróis cubanos detidos em Miami por terem salvado Cuba do terrorismo regressaram a casa, tal como Fidel prometera.
O novo clima fez com que a mobilização de recursos a favor da mudança de regime se inserisse numa narrativa menos beligerante e com métodos mais criativos. Cuba foi excluída da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, foram restabelecidas as relações diplomáticas com embaixadas em ambas as capitais, foi assinada uma declaração conjunta para garantir a migração regular, segura e ordenada, que pôs fim à política de «pés secos-pés molhados» e ao programa de admissão de profissionais de saúde cubanos; foi retomado o correio postal directo e restabelecidos os voos comerciais; foram assinados acordos de telecomunicações e contratos com uma empresa norte-americana para a gestão de dois hotéis em Havana; foram concretizadas mais de mil acções de intercâmbio cultural, científico, académico e desportivo; mais de 230 delegações empresariais e 284 mil turistas norte-americanos visitaram Cuba em 2016 (um crescimento de 74 por cento em relação a 2015) e, nesse ano, foram celebrados 23 acordos comerciais.
A visita de Obama a Cuba, a 20 de março de 2016, constituiu um acontecimento. Nem mesmo o mais optimista dos especialistas nas relações entre os dois países poderia imaginar que um presidente dos Estados Unidos em exercício visitasse Cuba. E, a 14 de outubro — a quatro meses do fim do seu mandato —, aprovou a Directiva Presidencial de Política n.º 43 (PPD-43), que codificou os resultados alcançados. Pela primeira vez, um documento oficial da Casa Branca reconheceu a independência, a soberania e a autodeterminação de Cuba, bem como a legitimidade do seu Governo; além de classificar o bloqueio como «obsoleto» e defender uma maior interligação económica que permitisse às suas empresas aceder aos mercados cubanos.
Donald J. Trump tomou posse a 20 de janeiro de 2017. Um mês depois, selou a aliança com Marco Rubio num jantar privado e, a 16 de junho, revogou a PPD-43 numa cerimónia realizada no teatro Manuel Artime Buesa, em Miami, perante uma plateia que o aclamou eufórica. De uma só penada, deitou por terra os esforços para avançar num rumo inédito, de maior realismo e complexidade, nas relações bilaterais; depois colocou a gestão da política em relação a Cuba nas mãos de uma nova geração dentro da órbita reaccionária e revanchista que impera na Flórida, e, impulsionado por essa claque, promulgou 243 novas medidas de bloqueio económico e guerra financeira com níveis de hostilidade sem precedentes — 52 delas em plena pandemia da COVID-19.
Joe Biden sucedeu-o a 20 de janeiro de 2021. Um mês antes da sua vitória, criticou em Miami a posição de Trump em relação a Cuba e prometeu um novo rumo; no entanto, no meio da pandemia, manteve inalteradas as medidas de asfixia e, ao nomear William J. Burns, um especialista em revoluções coloridas, para director da CIA — como se diz na gíria do basebol em Cuba —: «deu uma lição».
A 11 de julho de 2021, orquestraram um golpe suave contra Cuba. O trabalho do Directório de Inovação Digital da CIA permitiu-lhes alargar as manifestações a localidades de várias províncias do país. Em alguns locais, tratou-se de manifestações pacíficas; noutros, a manipulação da ansiedade resultou em actos de vandalismo com grande virulência em Cárdenas (Matanzas) e em três focos em 10 de Outubro, Arroyo Naranjo e Centro Habana (Havana). Mais de quarenta estabelecimentos comerciais do país foram atacados e saqueados; carros-patrulha foram virados; algumas vias foram bloqueadas; vandalizaram habitações, incendiaram contentores e, em alguns pontos, sabotaram a rede eléctrica. Nos confrontos, atacaram com armas brancas, pedras e objetos contundentes.
Muitos dos instigadores receberam a promessa de um pagamento proveniente do estrangeiro; na prática, estávamos perante um novo tipo de agressão mercenária, mais uma vez ao serviço dos Estados Unidos, com as acções planeadas em Langley. O que se escondia por trás do golpe suave? Não há um único revolucionário na América Latina que não conheça a resposta. Nestas circunstâncias — e em consonância com a concepção da defesa cubana, baseada na Guerra de Todo o Povo —, o presidente Miguel Díaz-Canel apelou aos revolucionários para que defendessem as ruas.
A notícia mundial deveria ter sido: Cuba derrotou, em menos de 12 horas, sem armas de fogo, camiões-bomba nem fatos de mergulho, uma operação de mudança de regime de grande envergadura. Apenas uma pessoa morreu: um homem de 36 anos com antecedentes criminais que atacou um polícia com uma arma branca e foi abatido. Apesar disso, com a disciplina habitual, a imprensa internacional submeteu-se à linha editorial preparada pelos especialistas de William J. Burns.
Biden esperou até 14 de janeiro de 2025 — quando, com a sua imagem abalada, fazia as malas — para retirar Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, suspender a aplicação do Título III da Lei Helms-Burton e revogar a lista de entidades cubanas sujeitas a restricções, com as quais os cidadãos e instituições norte-americanos têm proibido realizar transacções. E embora, seis dias depois, Trump tenha restabelecido tudo, foi reconfortante saber que, no último momento, Biden reconheceu a justeza dos argumentos cubanos. Que cinismo…
Com o regresso de Trump à Casa Branca, o neofascismo assumiu o poder: aquilo a que eles consideram um «sangue puro» — avós paternos, bávaros; mãe, escocesa. Erra quem procura uma explicação na tradição política norte-americana, embora se possam encontrar mais do que uma analogia. Trump não respeita aliados nem súbditos. Sente-se excepcional como parte de uma raça superior, superdotada e sábia. E está mais próximo de Hitler do que de James Polk, Theodore Roosevelt, Harry Truman, Richard Nixon, Ronald Reagan ou George W. Bush, porque, ao contrário destes, a sua liderança assenta na glorificação da sua figura e sente-se ligado aos seus por laços étnicos — não por interesses de classe.
A acompanhá-lo está um grupo ainda mais beligerante do que os neoconservadores, que proclama a sua determinação em impor a paz pela força. Esta doutrina sinistra, segundo a qual a diplomacia é uma componente da guerra — e não o contrário —, concretiza-se com a nomeação de Marco Rubio como Secretário de Estado e Conselheiro de Segurança Nacional. Para Cuba, a dupla responsabilidade deste indivíduo sem ética nem princípios tem um significado adicional: a descendência de Batista, que causou a morte de milhares de cubanos ao longo de décadas, percorre os corredores da Casa Branca.
Cuba enfrenta uma guerra multidimensional com um bloqueio naval energético que classifica como genocídio. Trump ordenou à CIA que activasse as suas operações clandestinas e a sua arrogância é tal que a noção de «negação plausível» o incomoda; por isso, anunciou-o à imprensa. Será que a CIA consegue derrotar Cuba?
Chegou a Cuba John L. Ratcliffe, o homem que eliminou da CIA qualquer vestígio de «poder suave» através de despedimentos em massa e ligou os serviços secretos e a inteligência tecnológica à Doutrina Monroe — ou, o que dá no mesmo: «o mundo aos pés de Trump». Na maioria dos países do mundo, os seus líderes recebê-lo-iam com tapete vermelho, muitas vezes com os nervos à flor da pele. Ratcliffe não conseguiu esconder a expressão de surpresa no rosto perante a câmara, ao constatar a dignidade com que o seu homólogo o recebeu em Cuba.
A CIA pode causar danos, sim: pesam na consciência dos seus directores mais de três mil mortes causadas pelo terrorismo de Estado e outras, incontáveis, resultantes das informações dos serviços secretos que garantem o genocídio económico e financeiro do nosso povo. Há setenta anos que produzem, nos seus laboratórios ideológicos, propaganda tóxica para transformar o ser humano num monstro e, no meio das angústias da vida quotidiana provocadas pelo cerco asfixiante e com a ajuda dos algoritmos nas redes digitais, não se pode negar que colheram os seus frutos.
Uma tarefa constante tem sido procurar ou criar um traidor, até hoje na penumbra. Agora dizem à imprensa que criaram um grupo de trabalho «secreto» para semear a divisão e desestabilizar o Governo em Cuba; que pretendem colocar em cargos de poder líderes pró-americanos e «pragmáticos» —ou seja, maleáveis— que cumpram as ordens de Trump e Marco Rubio, para dar lugar a uma «mudança de regime em vez de uma mudança de governo», como esclareceu o New York Times ao referir-se aos esforços para replicar o modelo venezuelano.
Que operação secreta é esta, que esconde um segredo a voz alta. Acham que somos idiotas. A CIA não trabalha com base na honra e nos princípios; faz-o através do suborno, corrompendo. Compra traidores apelando aos instintos mais egoístas, ao que há de mais vil no ser humano. E já apanhou aqui e ali algumas aves, daquelas que, nas palavras de Fidel, por cobardia e falta de convicção, ou porque valem tão pouco quanto o ouro ianque, ou valem tanto quanto o ouro ianque, vendem a sua pátria.
Não há muito tempo, uma dessas aves raras que recrutaram conseguiu levá-la até à sua nomeação como vice-primeira-ministra e ministra da Economia; mas, embora a prostituição política nos círculos de poder dos Estados Unidos contamine as estimativas dos serviços secretos desde a década de 1980, a CIA deve ainda ter algum analista que aja com profissionalismo. Por isso, devem saber que, nesta terra, os seres vis não têm lugar na alma nacional; embora os especialistas em guerra psicológica se empenhem em insistir nas suas artimanhas…
A CIA não tem capacidade para derrotar Cuba. Aqui não há excesso de confiança. Fidel ensinou várias gerações de revolucionárias e revolucionários — incluindo aquela que hoje tem sobre os ombros a condução do país — a nunca baixarem a guarda; a não cometerem o mais ínfimo descuido.
Cuba não representa a menor ameaça para os Estados Unidos, isso é uma verdade incontestável. Também é verdade que, desde Girón, sofreram mais do que uma derrota nas suas aventuras contra este povo de mulheres e homens de convicções profundas e sentido de honra, que amam a paz e assumem como máxima a letra do seu hino: «morrer pela pátria é viver». E apesar de andarem eufóricos a somar nomes ao seu «Escudo das Américas», Cuba conta com amigos por todo o mundo que estão convencidos da grandeza da sua luta, do mérito da sua resistência perante o gigante inabalável que a despreza, e que não a deixarão abandonada.
Bibliografia:
Associated Press em Washington (AP): «Os EUA criaram secretamente um “Twitter cubano” para fomentar a agitação e minar o governo», 3 de abril de 2014. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2014/apr/03/us-cuban-twitter-zunzuneo-stir-unrest
Castro Ruz, Fidel: «Proclama de um adversário do governo dos Estados Unidos», 13 de maio de 2004. Disponível em: https://www.fidelcastro.cu/es/discursos/proclama-de-un-adversario-al-gobierno-de-estados-unidos
Kornbluh, Peter: «A CIA tem Cuba na mira… outra vez», The Nation, 13 de agosto de 2026. Disponível em: https://www.thenation.com/article/world/trump-cia-cuba-covert-operations-regime-change/
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