Venezuela

Diosdado Cabello denuncia uma «estratégia de desumanização» contra a Venezuela, promovida a partir do estrangeiro

Relaciona o impacto das mais de 1 000 medidas coercivas imperialistas com uma campanha global de ódio que prejudica os sectores mais vulneráveis

O ministro das Relações Internas, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, denunciou esta quarta-feira que a Venezuela é alvo de uma campanha de ódio transnacional que utiliza a “desumanização” como ferramenta para justificar o cerco económico contra o país, mensagem que foi divulgada durante a Grande Peregrinação Nacional por uma Venezuela sem Sanções e em Paz.

Durante a peregrinação realizada no estado de Cojedes, Cabello salientou que o país enfrenta uma pressão financeira que «afetaria até mesmo uma potência mundial».  Ao ultrapassar a barreira das 1.000 medidas coercivas unilaterais, o ministro explicou que o encerramento da indústria petrolífera, principal fonte de receitas do país, tem sido um ataque direto contra os sectores mais vulneráveis.

«Imaginemos um país pequeno como a Venezuela quando lhe fecham a sua maior fonte de receitas. O impacto é terrível e é sentido com maior intensidade pelos setores mais desfavorecidos», afirmou, situando a reivindicação venezuelana no âmbito da defesa dos direitos humanos e da soberania económica face às sanções.

Durante o evento, dez sectores sociais e produtivos de Cojedes assinaram, juntamente com o Governo Bolivariano, um acordo de convivência e paz, acto simbólico que resumiu a mensagem de união nacional que move a peregrinação em busca de um bem supremo: que cesse a guerra económica e que as novas gerações não herdem um país sancionado.

«Hoje reunimo-nos e estamos a percorrer toda a Venezuela, em peregrinação por todo o país, para exigir o fim das sanções contra o povo, para exigir o fim do bloqueio contra a Venezuela, para que a Venezuela voe livre», sublinhou Diosdado Cabello, que manifestou a sua convicção de que o amor pela pátria prevalecerá para que esta siga em frente. «O amor é mais poderoso do que o ódio», afirmou.

Denúncia de racismo e misoginia em fóruns europeus

O foco internacional da denúncia centrou-se num recente evento de sectores extremistas realizado em Espanha, onde o cantor Carlos Baute proferiu expressões «desumanizantes» contra as autoridades venezuelanas.

Segundo Cabello, estes ataques não são isolados nem fortuitos, mas fazem parte de uma narrativa de superioridade, enraizada em séculos de colonização, que visa atacar a identidade venezuelana na sua totalidade.

«Foi planeado para tentar ofender, através da nossa querida Delcy Rodríguez, todas as mulheres da Venezuela. São aqueles que se acham superiores; quando falam de igualdade, dizem “sim, mas nós somos mais iguais do que os outros”», afirmou o ministro do Interior.

O ódio como obstáculo à paz regional

Para o Governo venezuelano, a exportação deste discurso de ódio a partir de capitais europeias e norte-americanas permitiu que sectores da oposição radical apelassem ativamente a bloqueios e até a intervenções militares.

Cabello fez um apelo para «banir o ódio» como passo fundamental para a estabilidade, alertando que a comunidade internacional deve observar com cautela a forma como estes sectores extremistas promovem a irresponsabilidade política: exigir sanções e, em seguida, atribuir a outros a responsabilidade pelas consequências sociais.

Fonte:

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