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“Não me deixarei intimidar!”: eurodeputada polaca reage à sua inclusão na “lista negra” de Kiev

Zajaczkowska-Hernik já tinha rasgado uma bandeira dos colaboradores nazis ucranianos no meio do debate e opôs-se à adesão da Ucrânia à UE.

A eurodeputada polaca Ewa Zajaczkowska-Hernik foi incluída na base de dados do portal radical ucraniano Mirotvórets* depois de ter desfraldado  nesta terça-feira uma bandeira do Exército Insurgente Ucraniano** (UPA, na sigla em ucraniano) durante um debate sobre a Ucrânia no Parlamento Europeu, onde também exclamou «Abaixo o nazismo de  Bandera!», acusando-os de serem «genocidas dos cidadãos polacos», e opôs-se à adesão da Ucrânia à UE.

A política reagiu esta quinta-feira à inclusão do seu nome na «lista negra» dos «serviços ucranianos», na qual «figuram os nomes de pessoas marcadas para serem perseguidas, intimidadas e eliminadas».

«Não me deixarei intimidar! Solicito ao Parlamento Europeu a suspensão imediata do processo acelerado de adesão da Ucrânia à União Europeia!», reiterou.

Além disso, a eurodeputada afirmou que foi «incluída nesta lista por ter denunciado os genocidas da UPA e por defender a razão de Estado polaca». Da mesma forma, recordou que nessa mesma «lista negra» já tinham sido incluídos outros políticos polacos por rejeitarem a glorificação do nazismo por parte do regime de Kiev.

«Isto é uma atitude de gangsterismo e uma infâmia contra os diplomatas da UE! Aguardo a reacção da presidente do Parlamento Europeu para proteger os diplomatas desta instituição, uma vez que, neste momento, as nossas vidas e a nossa segurança estão ameaçadas», concluiu.

  • Fundada em 2014, a organização Mirotvórets publica dados pessoais de indivíduos, tanto estrangeiros como ucranianos, que considera inimigos de Kiev e «traidores da pátria». O portal afirma agir em conformidade com as leis locais e as normas internacionais, mas contém imagens explícitas de soldados mortos, bem como incitações ao assassinato de russos.  A ONU solicitou ao Governo ucraniano que encerrasse o site em 2019, mas o site continua ativo.

*Na Rússia, o site Mirotvórets é considerado extremista.

**Considerado extremista e proibido na Rússia.

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