De Cuba, a arte em defesa da Palestina (+Fotos)
Havana, 21 de Abril (Cuba Soberana) Jovens de Cuba e da Palestina pintaram um mural diante do Instituto Cubano de Pesquisas Culturais Juan Marinello, nesta capital, em denúncia ao genocídio israelense e em apoio aos prisioneiros palestinos.
Sob o lema “Prisioneiros pela Liberdade”, estudantes e licenciados do Instituto Superior de Design (ISDI) e da Faculdade de Comunicação da Universidade de Havana deixaram uma mensagem de apoio e resistência através da arte em frente à Avenida Independência, mais conhecida por Boyeros, uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

Participaram também representantes da publicação Resúmen Latinoamericano, do Centro Martin Luther King e membros de outras organizações solidárias com a causa do povo palestino.
Em declarações exclusivas à Prensa Latina, Yousef Abualrob, activista da organização Juventude Palestiniana, explicou que esta iniciativa é a continuação de um conjunto de acções desenvolvidas em honra do Dia do Prisioneiro Palestiniano, celebrado a 17 de Abril.
O jovem, que se formou em medicina em Cuba, denunciou que depois de 7 de Outubro, o número de prisioneiros palestinianos nas prisões sionistas aumentou 100 vezes, submetidos a condições desumanas, em grande parte semelhantes àquelas em que vive hoje o povo de Gaza, privado de serviços básicos, alimentação e cuidados de saúde.

Além disso, expressou que todas as acções, em qualquer canto do mundo, que estejam relacionadas com a questão do movimento em defesa dos prisioneiros palestinianos podem de alguma forma chegar até eles, como forma de lhes dar fé e força para continuarem de pé e nunca desistirem.
Omayma Alkhawaga, também militante desta organização, agradeceu o apoio cubano à causa do seu povo, e disse que saber que a juventude de Cuba sente que esta luta é sua é uma motivação para continuar a resistir.
Entretanto, Mariana Lucía Carjaval, estudante do ISDI, afirmou que esta é uma campanha que deve ser de todos os povos do mundo, pela vida e pela humanidade; por isso, como artista, está a tentar pagar esta dívida à Palestina. Acrescentou que esta ação pretende também fazer frente à imobilidade, ser uma mensagem de preocupação e de alerta sobre o assunto para todos os que caminham pela Avenida Independência na capital cubana.

Da mesma forma, Aniet Venereo, que faz parte da acção Juntos pela Palestina, um grupo de mulheres que cortam o cabelo para chamar a atenção para os 77 anos de ocupação sionista, explicou que este mural é mais um grito para pôr fim à morte de milhares de mulheres e crianças em Gaza.
Venereo denunciou a existência de pelo menos 350 crianças palestinianas na prisão, conforme relatado por entidades daquele país no relatório de abril, e estima-se que antes do início desta última fase do genocídio já existiam mais de 170 crianças presas, não isentas de torturas e traumas psicológicos.
A activista exprimiu a sua satisfação por acompanhar os jovens de ambos os países nesta obra de arte colectiva num muro exterior ao Instituto Juan Marinello e reafirmou o direito dos prisioneiros e do povo palestiniano a lutar pela sua libertação nacional, contra o colonialismo e o genocídio.
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