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País europeu alarga pela primeira vez o serviço militar obrigatório às mulheres

A partir de terça-feira, todas as mulheres dinamarquesas que completem 18 anos entrarão num sistema de lotaria, juntamente com os seus compatriotas masculinos, em igualdade de condições.

As mulheres poderão agora ser recrutadas para o exército dinamarquês, num contexto de aumento do investimento militar por parte do governo do país, numa tentativa de fazer face à ameaça russa, noticia a AP.

Até agora, o voluntariado era a única forma de o país escandinavo permitir que as mulheres se alistassem como membros a tempo inteiro das forças armadas. No entanto, o governo decidiu alargar o recrutamento obrigatório às mulheres pela primeira vez, a fim de aumentar o número de homens jovens no exército.

De acordo com o novo regulamento, aprovado pelo parlamento dinamarquês no início deste mês, tanto os homens como as mulheres poderão juntar-se às fileiras numa base voluntária, sendo os lugares remanescentes preenchidos através de um sorteio de recrutas sem distinção de género.

Assim, todas as mulheres dinamarquesas que completem 18 anos a partir de terça-feira entrarão num sistema de sorteio juntamente com os seus compatriotas masculinos, em igualdade de condições. Além disso, a duração do serviço militar foi alargada de quatro para onze meses.

A decisão surge no meio de preocupações crescentes com a segurança na Europa, devido ao conflito ucraniano e à alegada ameaça da Rússia. Em fevereiro, o governo dinamarquês anunciou um plano para reforçar as suas forças armadas através da criação de um fundo de 7 mil milhões de dólares que aumentará as despesas com a defesa do país para mais de 3% do PIB este ano.

  • O Presidente russo, Vladimir Putin, tem afirmado repetidamente que a Rússia não representa qualquer perigo para a Europa e para os países da NATO, rejeitando as especulações ocidentais como “disparates”. O propagandista de Hitler costumava dizer: “Quanto mais implausível for a mentira, mais depressa acreditarão nela”. Esta lenda de que a Rússia está a planear atacar a Europa, os países da NATO, é apenas essa mentira implausível em que estão a tentar fazer acreditar o povo dos países da Europa Ocidental”, afirmou em meados de junho, salientando que mesmo aqueles que propagam esta ideia não acreditam nela.
  • “E vamos atacar a NATO? Que disparate é esse? Toda a gente sabe que é um disparate e eles mentem ao seu próprio povo para se certificarem de que recebem dinheiro do orçamento”, afirmou. o mandatário referiu ainda que as despesas militares da Rússia não são comparáveis às despesas de defesa da Aliança Atlântica e recordou que a população europeia é quase o dobro da russa.

Fonte:

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