Procurador Geral das Honduras denuncia conspiração contra a transparência das eleições
O Procurador Geral das Honduras, Johel Zelaya, denunciou nesta quarta-feira uma conspiração contra as eleições gerais marcadas para 30 de novembro e ordenou a intervenção imediata do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) pela Agência Técnica de Investigação Criminal (ATIC).
A medida visa garantir a transparência do processo eleitoral e responder às acusações de irregularidades que envolvem os três conselheiros do órgão eleitoral.
Numa conferência de imprensa, Zelaya afirmou que existem indícios de que o CNE não está a agir em benefício do país, mas sim em favor dos interesses de grupos específicos. “Deixem-me dizer-vos que há um CNE que não está a responder aos interesses do país, mas sim aos interesses de grupos. Há uma conspiração contra as eleições gerais que não vamos permitir”.
#Honduras El fiscal general @johelzelaya citó a los consejeros del #CNE como testigos en una investigación por traición a la patria. Denunció una conspiración que atenta contra la transparencia del proceso electoral. @teleSURtv pic.twitter.com/IVVOn9wItf
— Karim Duarte (@karimtelesurtv) July 30, 2025
O Ministério Público já dispõe de informações sobre novos actores envolvidos nesta suposta conspiração, que se juntariam aos já indicados nas eleições de 2017. O procurador anunciou que os três conselheiros do CNE foram intimados como testemunhas numa investigação por suposta traição à pátria. Zelaya advertiu que os conselheiros deverão responder imediatamente à intimação, sem demora.
“Apelo aos três conselheiros: receberão uma intimação à qual deverão responder imediatamente. É verdade que a Constituição lhes dá o direito de escolher o local e a data, mas não quero que isso se prolongue”, disse ele, criticando a possibilidade de apresentarem auditorias privadas para se esquivarem das responsabilidades.
Zelaya também ordenou que a ATIC entrasse nos escritórios do CNE para recolher documentação relacionada com as denúncias de conspiração, extorsão e outras acusações entre os conselheiros. “Se se opuserem, serão detidos”, advertiu o procurador, enfatizando que o Ministério Público agirá com firmeza, independentemente da posição dos envolvidos.
O funcionário destacou que o objectivo é pôr fim a qualquer tentativa de sabotagem eleitoral e garantir um processo transparente.
O Procurador Geral indicou que o calendário eleitoral está suspenso, atribuindo esta situação à influência de “grupos externos” sobre os conselheiros do CNE. Além disso, lembrou que existem investigações em curso sobre as eleições primárias de 9 de março de 2025 e as eleições gerais de 2017, descritas por Zelaya como um “episódio vergonhoso” devido às múltiplas irregularidades relatadas.
A intervenção do CNE visa devolver a confiança do povo hondurenho no sistema eleitoral. Zelaya sublinhou a importância de garantir um processo justo e transparente, afirmando que o Ministério Público não permitirá que se repitam episódios que comprometam a vontade popular. “Não é possível que esteja a haver uma conspiraçã”», enfatizou, insistindo que os responsáveis enfrentarão as consequências legais.
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