Assassinam de signatário do acordo de paz no departamento colombiano de Meta
O corpo de Rogelio Suns Díaz foi encontrado sem vida no dia 26 de julho no município de El Castillo. Ele tornou-se o 29º signatário da paz assassinado durante 2025.
Outro nome se junta à dolorosa lista de signatários do Acordo de Paz e defensores sociais que foram assassinados na Colômbia. Trata-se de Rogelio Suns Díaz, ex-combatente comprometido com o processo de reintegração desde 2016.
Suns Díaz estava a desenvolver a sua reintegração no município de El Castillo, departamento de Meta (centro), quando foi assassinado e o seu corpo foi encontrado sem vida, no sábado, 26 de julho, perto da escola Alta Cal, na aldeia de Caño Lindo, onde realizava actividades relacionadas com o processo de reintegração. Ele tornou-se o 29º signatário da paz vítima de violência política em 2025.
Diante desse crime, a Defensoria Pública instou ao reforço da presença institucional e à aplicação de mecanismos de proteção eficazes, a fim de garantir a vida daqueles que apostam na paz e das comunidades afetadas pelo recrudescimento do conflito armado interno.
🔴 #FirmanteDelAcuerdoAsesinado
— INDEPAZ (@Indepaz) July 27, 2025
👥 Nombre: Rogelio Suns Díaz
📆 Fecha: 26/07/25
📍 Lugar: El Castillo, Meta.
➡️Rogelio Suns Díaz era firmante del Acuerdo de Paz de 2016, quien actualmente adelantaba su proceso de reincorporación en el municipio de El Castillo, Meta. Este… pic.twitter.com/d6MuKPEwRI
Consequentemente, foi emitido o Alerta Precoce 004/23, que inclui o município de El Castillo. Este aviso expõe a grave situação de segurança na região, onde operam múltiplas estruturas armadas ilegais dedicadas ao recrutamento de menores, extorsão e ameaças à população.
De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), na área onde ocorreu o homicídio actuam grupos como a Comissão Ever Castro, do Bloco Jorge Briceño (uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo, FARC-EP), bem como outras gangues criminosas locais.
Como tantos outros líderes sociais e signatários do Acordo, Suns Díaz trabalhava em territórios marcados por interesses económicos ilícitos, rotas de tráfico de drogas e recursos naturais disputados. A ausência do Estado nesses cenários impede a garantia de uma protecção eficaz e os torna pontos de tensão e violência, nos quais a população civil fica exposta e vulnerável.
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