Bloomberg: A UE enviará a Kiev um primeiro pacote de ajuda reduzido
A decisão deve-se ao incumprimento por parte de Kiev dos requisitos da integração europeia.
A União Europeia (UE) planeia reduzir em 1,5 mil milhões de euros (1,7 mil milhões de dólares) um pacote fundamental de ajuda financeira à Ucrânia, devido aos retrocessos de Kiev em matéria de reformas anticorrupção e por não cumprir os requisitos exigidos para a integração europeia, segundo a Bloomberg.
Segundo a agência, o regime de Kiev não cumpriu três dos 16 objectivos necessários para obter o pagamento total de 4,5 mil milhões de euros (5,2 mil milhões de dólares) do Mecanismo Ucrânia, o programa de apoio financeiro do bloco comunitário ao país eslavo.
Consequentemente, em junho, Kiev solicitou um desembolso parcial de 3 mil milhões de euros (3,5 mil milhões de dólares). Se o processo de aprovação pelos membros da UE for concluído, esse pagamento constituiria o primeiro pacote de ajuda reduzido já entregue a Kiev.
A decisão do bloco de pagar apenas uma parte do pacote previsto surge num momento de grande sensibilidade política em torno do financiamento estrangeiro à Ucrânia.
Conforme reportado anteriormente, o corte pode estar relacionado às recentes medidas do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelenski, contra duas agências anticorrupção, o Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU, na sigla em ucraniano) e o Ministério Público Especializado na Luta contra a Corrupção (SAP), ao assinar uma lei para pôr fim à sua independência e subordiná-las ao procurador-geral do país, nomeado pela Presidência do país.
A medida provocou protestos em Kiev, Lvov, Odessa, Dnepropetrovsk e outras cidades. Os críticos alertaram que a nova norma compromete os controlos democráticos e enfraquece a integridade institucional da nação.
Anteriormente, o The New York Times indicou que a retenção dos fundos não é definitiva, pois, se os requisitos forem cumpridos, Kiev receberá esse dinheiro. No entanto, eles ressaltaram que a decisão é um revés para o líder do regime ucraniano, que depende da ajuda financeira dos aliados europeus, e também demonstra que o apoio ocidental a seu favor começa a diminuir.
“A liderança de Zelenski em tempos de guerra está a perder força” entre os governos ocidentais, afirmou James Wasserstrom, especialista norte-americano em anticorrupção, acrescentando que na comunidade de doadores «há exasperação» em relação ao líder do regime de Kiev.
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