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México condena as rusgas do ICE e a criminalização dos migrantes

O México apela a uma abordagem mais humana da migração e defende os direitos dos trabalhadores migrantes nos EUA.

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum informou que 1.083 mexicanos foram detidos em operações do ICE nos Estados Unidos entre 6 de junho e 5 de outubro de 2025, como parte da intensificação das incursões de imigração pela Immigration and Customs Enforcement (ICE).

Durante sua conferência da manhã, a presidente exigiu que o governo de Donald Trump “procure outro esquema” de atenção que não vitimize os migrantes.

Sheinbaum ressaltou que os consulados mexicanos nos EUA mantêm contacto com todos os cidadãos detidos, alguns já repatriados. Outros permanecem em centros de detenção de imigrantes. “Somos contra essas incursões que vêm sendo feitas aos nossos conterrâneos e outras nacionalidades”, disse.

“Não são criminosos, são trabalhadores que fizeram progredir os Estados Unidos”, acrescentou.

Em um contexto internacional, o ministro dos Nigócios Estrangeiros, Juan Ramón de la Fuente, reforçou essa posição perante a Organização das Nações Unidas (ONU) em 24 de setembro, durante o fórum “Em defesa da democracia: lutando contra o extremismo”.

De la Fuente chamou a criminalização da migração de “simplesmente inadmissível”, defendendo a defesa dos direitos dos migrantes e o multilateralismo robusto sem um direito de veto no Conselho de Segurança.

“É impossível conceber uma comunidade internacional mais democrática sem multilateralismo robusto”, disse.

O ministro dos Negócios Estrangeiros também reiterou a oposição histórica do México ao direito de veto na ONU, considerando-a uma limitação à democracia global.

Ele definiu a democracia como “o poder que emana do povo”, um veículo para garantir justiça social e direitos em todas as suas esferas.

Fonte:

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