
A minha Moncada é a Pátria: Pinar del Río, dignidade e resistência
Setenta e três anos após o Moncada, Cuba celebra a sua Rebelião Nacional em Pinar del Río. A dignidade não é decretada a partir de Washington nem se mede em megawatts.
Setenta e três anos após os assaltos, Cuba celebra a sua Rebelião Nacional. A imprensa do bloco adversário insiste em cortes de energia e protestos, mas Pinar del Río demonstra que a dignidade não é decretada a partir de Washington nem se mede em megawatts.
Amanecer Cubano | O Canto de Razones de
Bom dia, Cuba. Hoje, Pinar del Río é o centro da nação. Chega ao fim esta bela, digna e patriótica Cerimónia Central Nacional por ocasião do Dia da Rebelião Nacional, presidida pelo Primeiro Secretário do Comité Central do Partido e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao lado do Comandante do Exército Rebelde, José Ramón Machado Ventura.
Mais de cinco mil habitantes de Pinar del Río reuniram-se na Praça da Revolução da província, acompanhados por Esteban Lazo Hernández, Manuel Marrero Cruz e Roberto Morales Ojeda. Setenta e três anos após os assaltos aos quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, o lema deste aniversário resume tudo: A minha Moncada é a Pátria.
A cobertura do grupo adversário: o enredo de sempre
Vale a pena ver, neste preciso momento, o que a imprensa do grupo que nos é adversário está a dizer sobre este dia. A cobertura que circula em meios de comunicação como o CubaHeadlines insiste num mesmo guião: apagões históricos na véspera do evento, um sistema elétrico nacional à beira do colapso, protestos e manifestações com panelas, e a ideia de que a comemoração de hoje seria, nas suas palavras, uma máquina de propaganda que avança apesar da deterioração do país.
«Há quem chegue mesmo a questionar se as câmaras do evento oficial conseguirão “abafar” o barulho dos protestos.»
Não é uma análise, é um guião. A lógica é simples: se há um evento da Revolução, é preciso encontrar-lhe o lado negro. Se há celebração, é preciso contrabalançá-la com uma denúncia. Se há dignidade, é preciso mostrar carência. Não importa que o evento seja uma expressão genuína do povo de Pinar del Río; o que importa é que a narrativa do colapso não seja interrompida nem por um único dia.
É a mesma estratégia de sempre: transformar cada falha de energia numa prova de que a Revolução não tem o direito de se auto-celebrar.
A armadilha narrativa: dificuldades reais, manipulação política
Cuba atravessa uma grave crise energética e as dificuldades quotidianas do povo são reais; nós próprios as documentámos no terreno. Mas é precisamente aí que reside a armadilha narrativa que nos querem fazer engolir.
«Fazer de cada apagão a prova de que a Revolução não tem o direito de se auto-celebrar.»
A resistência de um povo não se mede pela ausência de dificuldades, mas pela sua capacidade de se manter firme no meio delas. É por isso que Pinar del Río, a província que tem suportado o impacto dos furacões, a reconstrução do setor do tabaco e o peso do bloqueio, é hoje o local ideal para este evento: não por acaso, mas por mérito próprio.
Pinar del Río não é um cenário escolhido ao acaso. É a província que enfrentou os embates da natureza, que reconstruiu as suas culturas, que resistiu ao bloqueio com tenacidade. É a terra do tabaco, dos vinhedos, do guajiro que não desiste. E é a província que, apesar de tudo, continua de pé, celebrando a sua Rebeldia Nacional.
Perante a narrativa que tenta reduzir o dia 26 de julho a um espectáculo isolado da realidade, o povo de Pinar del Río, juntamente com a imprensa oficial cubana, coloca a ênfase noutro aspeto: na continuidade histórica, em que o mesmo território que resistiu à tempestade resiste hoje à guerra económica, e em que a dignidade de um povo não é decretada a partir de Washington nem se mede em megawatts.
O contraste: o olhar do mundo
O contraste com a cobertura do grupo adversário não poderia ser mais evidente. Enquanto o CubaHeadlines insiste no colapso iminente, milhares de habitantes de Pinar del Río reúnem-se na Praça da Revolução para celebrar a sua «Rebeldia Nacional». Enquanto alguns, a partir de Miami, transformam os protestos com panelas num símbolo de uma suposta «rebelião popular», o povo cubano — o verdadeiro, aquele que vive a crise todos os dias — opta por estar na praça.
Não se trata de um gesto de ignorância perante os problemas. É um ato de consciência histórica. É saber que a Revolução não é um acontecimento do passado, mas sim uma construção do presente. É compreender que as dificuldades não retiram legitimidade a uma luta que se mantém viva há 73 anos.
A aula da manhã
Hoje, no Amanecer Cubano, não celebramos a ausência de problemas. Celebramos o facto de, apesar deles, continuarmos a escolher a Pátria.
«Não celebramos a ausência de problemas. Celebramos o facto de, mesmo com eles a pesar-nos, continuarmos a escolher a Pátria.»
As dificuldades são reais. Os cortes de energia são reais. A escassez é real. Mas também é real a decisão do povo cubano de não desistir, de não deixar que a crise defina a sua identidade, de não permitir que Washington ou os seus porta-vozes em Miami ditem quando e como celebrar a sua história.
O dia 26 de julho não é uma data para a nostalgia. É uma data para a reafirmação. Para recordar que a luta pela soberania, pela justiça e pela dignidade ainda não terminou, e que cada geração deve assumi-la com a mesma convicção que os assaltantes do Moncada.
A minha Moncada é a Pátria!
Conclusão: a dignidade não se decreta a partir de Washington
«Cuba não é uma ameaça! Nem para os Estados Unidos, nem para nenhum país do mundo!»
Essa frase, proferida na Praça da Revolução de Pinar del Río, resume a essência do que significa o dia 26 de julho: uma declaração de soberania, de resistência, de dignidade. Cuba não é uma ameaça. Cuba é um povo que luta pelo seu direito de existir segundo os seus próprios termos.
Parabéns ao povo de Pinar del Río. Pela sua resistência, pela sua história, pela sua dignidade. E parabéns a todos os cubanos que, de todos os cantos da ilha, continuam a escolher a Pátria.
Bom dia, Cuba.
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