Cuba denuncia colapso do sistema eléctrico no meio do estrangulamento económico imposto pelos EUA
Havana, 16 de julho (Cuba Soberana) O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou que a falha do Sistema Elétrico Nacional (SEN) ocorre num contexto de máxima asfixia da economia e do sector eléctrico do país por parte dos Estados Unidos.
«O cerco petrolífero genocida não lhe bastou. Persegue e impõe sanções a empresas cubanas e estrangeiras ligadas a essa área estratégica», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros na sua conta na rede social X.
La caída ayer del Sistema Eléctrico Nacional se produce en un contexto de máxima asfixia a nuestra economía y a nuestro sector electroenergético por parte del gobierno de #EEUU.
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) July 15, 2026
No le ha sido suficiente el genocida cerco petrolero. Persigue y sanciona a empresas cubanas y… pic.twitter.com/pT4mtijJr8
Alertou, além disso, que os governantes norte-americanos, em particular o seu secretário de Estado, Marco Rubio, não se importam com o sofrimento de milhares de famílias, com as centenas de hospitais sem electricidade e com a perda de alimentos devido à falta de refrigeração.
«Condenam o povo de Cuba a um castigo colectivo com um único objectivo: destruir a Revolução, as suas conquistas e a sua história. #CubaNoEsUnaAmenaza. O bloqueio, sim», acrescentou na sua mensagem.
A Rede Eléctrica Nacional (SEN) foi restabelecida esta quarta-feira às 07:00, hora local, após a paralisação total ocorrida na véspera devido à saída de serviço da unidade um da central termoeclétrica de Felton, informou a União Eléctrica de Cuba (UNE).
Segundo declarações à imprensa do ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy, esta interrupção, a terceira nos últimos oito dias, deve-se, fundamentalmente, a um sistema eléctrico gravemente afectado pelo bloqueio e, em particular, pelo decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visa proibir a entrada de petróleo em Cuba.
Explicou que no país persiste uma falta total de combustível e que não há acesso a peças de substituição, nem para as centrais termoeclétricas nem para as da Energás.
Desde o final de 2024, a SEN tem sofrido várias interrupções totais de serviço, num contexto marcado pelos efeitos devastadores do cerco económico que Washington mantém há mais de 60 anos contra o país caribenho, o que impede o acesso aos recursos necessários para a manutenção e o desenvolvimento do sector.
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