Estratégia para a transição energética de Cuba apresentada na Fihav 2025
Havana, 27 de Novembro (Cuba Soberana) A Estratégia Nacional para a Transição Energética em Cuba, que visa a independência energética do país caribenho, foi apresentada hoje na Feira Internacional de Havana (Fihav 2025).
Marlenis Águila Zamora, especialista principal da Direcção de Energia Renovável do Ministério de Energia e Minas, disse à Prensa Latina no recinto da feira Expocuba que a conclusão desse projecto implicaria uma melhoria na gestão da economia e na qualidade de vida da população cubana, além de reduzir a emissão de fontes poluentes pela produção de energia.
Esta transição energética tem três etapas, e a primeira delas, chamada Suficiência Elétrica, até o ano 2030, tem como meta atingir 24% de uso de fontes renováveis de energia na matriz elétrica nacional.
Além disso, busca-se reduzir 1,3 milhões de toneladas por ano de combustíveis fósseis e 4,2 milhões de toneladas por ano de dióxido de carbono na atmosfera terrestre.
Durante esta primeira parte, estão a ser instalados muito rapidamente em Cuba sistemas solares fotovoltaicos, num programa que foi uma decisão do Governo cubano de investir recursos importantes para adquirir essa tecnologia, comentou Águila.
Em janeiro deste ano de 2025, explicou a funcionária, a participação das fontes de energia renováveis na matriz de geração eléctrica do país era de apenas 4,0%, e já no final de setembro atingiu 9,0%.
“Isso dá uma medida do aumento na instalação desses sistemas, cujo benefício é observado principalmente no horário do meio-dia, quando começamos com 100 MW e agora já temos 500 MW”, observou.
A segunda etapa de 2030-2035, denominada Independência Eléctrica, implica o uso de combustível nacional, gás associado e fontes renováveis.
Durante este período, procurar-se-á aumentar de 24 para 40 por cento a participação das fontes renováveis na geração de electricidade, destacou.
Os outros 60 por cento da produção de eletricidade, disse ele, seriam através do uso de centrais térmicas e gás associado, o que requer a conclusão do programa de aumento da produção de petróleo nacional, bem como garantir os ciclos de manutenção das centrais elétricas.
Destaca-se nesse período o plano de reduzir em 344 megawatts (MW) a demanda máxima de eletricidade no país antilhano por meio de um conjunto de ações de eficiência energética.
A terceira etapa até 2050, chamada Soberania energética, concretizaria a visão de atingir 100% de fontes renováveis na matriz energética nacional.
Para alcançar a implementação desta estratégia, foi elaborada uma proposta de Lei de Transição Energética, explicou a funcionária.
Ambas as iniciativas, acrescentou, foram consultadas com os órgãos da administração central do Estado e diferentes entidades que têm de participar diretamente nessa transição.
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