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Golpe de criptomoedas $LIBRA: novas provas comprometem Milei, a sua irmã e o seu sócio

A análise forense do telemóvel de Mauricio Novelli revelou 39 chamadas diretas efectuadas minutos antes do lançamento da criptomoeda. Estes registos contradizem a defesa anterior do dirigente, que negou ter divulgado o ativo financeiro.

A acusação no caso $LIBRA solicitou uma nova investigação contra o presidente da Argentina, Javier Milei, a sua irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e o empresário Mauricio Novelli. O pedido surge na sequência da descoberta de provas técnicas que ligam diretamente o presidente a um esquema de fraude com criptomoedas que afectou milhares de pessoas, causando prejuízos de centenas de milhões de dólares.

A análise forense do telemóvel de Novelli, ex-sócio e empregador de Milei, revelou 39 chamadas directas efectuadas minutos antes do lançamento da criptomoeda. Estes registos contradizem a defesa anterior do presidente, que negou ter divulgado o activo financeiro. Os dados confirmam que a promoção do esquema foi uma acção coordenada para gerar uma falsa percepção de oportunidade de investimento.

A investigação revela que a operação foi planeada durante seis meses. Registos oficiais da Casa Rosada e da residência presidencial documentam visitas frequentes de Novelli e do cidadão norte-americano Hayden Davis, apontado como o arquitecto do esquema financeiro a partir dos EUA

A queixa alega que o grupo utilizou bots para realizar compras em massa do activo quando este não tinha valor real. Esta manobra inflaccionou artificialmente o preço, atraindo poupadores de todo o mundo. No pico da cotação, os envolvidos retiraram a totalidade dos activos, deixando os investidores com prejuízos na ordem dos milhões.

As provas apresentadas incluem o cruzamento de chamadas em tempo real durante o lançamento da criptomoeda, a cronologia detalhada das visitas dos sócios a Karina e Javier Milei em sedes oficiais e os registos técnicos relativos à criação e activação de bots utilizados para manipular o mercado e defraudar os aforradores.

Apesar de a acusação considerar os factos provados, o procurador responsável pelo caso mantém o processo sem avanços significativos até ao momento. Enquanto o escândalo ganha proporções, o Governo argentino tenta desviar a atenção pública para outros conflitos internos que envolvem figuras do governo, como o chefe de gabinete.

O caso $Libra continua a ser um dos processos judiciais mais comprometedores para o círculo presidencial, no âmbito da figura dos co-autores de uma fraude premeditada.

Este conflito, que ganhou destaque na imprensa em fevereiro de 2025, tem as suas raízes em acordos obscuros celebrados desde 2020. Segundo as investigações, Milei mantinha ligações com a empresa New Professional Trader muito antes de assumir a presidência, atuando como promotor de activos digitais sob interesses corporativos.

As provas recolhidas pela procuradoria sugerem que o presidente recebeu pagamentos de cerca de 5 milhões de dólares por promover a criptomoeda $LIBRA. Esta manobra provocou uma subida artificial do valor do activo, seguida de uma queda que aniquilou as poupanças de milhares de pequenos investidores.

Líderes da oposição e analistas denunciam que este esquema representa uma nova forma de subordinação do Estado aos mercados financeiros internacionais. A eliminação em massa de publicações oficiais após o colapso da moeda é vista como uma tentativa de ocultar a responsabilidade institucional no esquema fraudulento.

Actualmente, a justiça apresenta acusações de fraude e corrupção, enquanto o povo argentino exige transparência sobre as ligações entre a Casa Rosada e os promotores imobiliários em Dallas. O caso $Libra perfila-se como o maior escândalo ético e financeiro da actual administração neoliberal.

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