América Latina e CaraíbasVenezuela

Maduro activa a Grande Missão Mãe Terra Venezuela diante da nova realidade climática

O chefe de Estado convocou os 5.338 circuitos comunitários e os 49.000 conselhos comunitários a aperfeiçoar os sete eixos de trabalho da proposta governamental.

O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, activou a Grande Missão Mãe Terra Venezuela, em uma jornada de trabalho a partir do Sistema de Teleférico Mukumbarí, no estado de Mérida, com o objectivo de impulsionar a recuperação e regeneração ecológica do país, diante da emergência climática que tem sido vivida na região andina nos últimos dias.

“Nós, com o pensamento de Bolívar e com o eco-socialismo fundado pelo comandante Chávez, hoje levantamos e activamos uma grande missão estrutural que nos permite transformar a sociedade venezuelana e preparar-nos para a nova realidade climática: a Grande Missão Mãe Terra, que nasce hoje, 10 de julho, rumo ao futuro”, afirmou o mandatário.

Maduro Moros precisou que a proposta contempla sete eixos de trabalho. A propósito, ele abriu um debate sobre essas linhas com todas as universidades do país e os centros científicos. Convocou os 5.338 circuitos comunitários e os 49.000 conselhos comunitários a se mobilizarem em torno do tema da nova realidade climática e a conhecer, assumir, debater e aperfeiçoar ao máximo esses sete eixos da Grande Missão Mãe Terra Venezuela.

Sete vertentes, uma Grande Missão

A Grande Missão Mãe Terra Venezuela conta com sete vertentes ou linhas estratégicas para a transformação e regeneração ecológica da nação sul-americana, bem como para a mitigação das alterações climáticas e a construção de um modelo sustentável que seja um exemplo para o mundo.

Quais são os sete eixos?

Primeiro eixo: Organização dos Comités de Eco-Socialismo nos Circuitos Comunais do país, com o objectivo de articular os diferentes projetos que estão a ser propostos nas comunidades.

De acordo com o presidente, é o momento de conhecer e enfrentar a nova realidade. É essencial para avançar e requer a ativação de lideranças Eco-Socialistas em todas as comunas e a organização dos chamados círculos, conselhos ou comitês de Eco-Socialismo, ciência e tecnologia em cada conselho comunal.

“Daqui até 19 de dezembro, estamos a planear ter organizados os comités de Eco-Ssocialismo da Grande Missão Mãe Terra Venezuela nos 5.338 circuitos comunais», destacou.

Segundo vértice “Sembrar Vida”: Centrado na construção de viveiros e no plantio de árvores no país. Inclui a produção organizada de plantas para reflorestar áreas degradadas para proteger cabeceiras de bacias hidrográficas e estabelecer plantações produtivas. Requer o fortalecimento e as capacidades para coletar, armazenar e distribuir.

Terceiro eixo “Território para a Vida”: Incluirá estudos de bacias hidrográficas, mapas de riscos e a aplicação de parques nacionais. Para isso, tem como objectivo determinar as bacias hidrográficas. Propõe a criação do Comité Operativo para a Gestão de Bacias Hidrográficas e actualizar o levantamento e o estudo do estado atual de todas as bacias hidrográficas do país.

Quarto eixo “Clima para a Vida”: Conceber estratégias para controlar as alterações climáticas e a restauração das florestas venezuelanas, através de observatórios de ciência e tecnologia.

Quinto eixo: O seu enfoque estará centrado na fauna terrestre e marinha, bem como na agricultura regenerativa e no controlo de diversas espécies.

Os dois vertentes restantes serão orientados para o saneamento e a producção para a vida, respetivamente, complementando a estrutura da Grande Missão.

Antes de chegar ao Teleférico Mukumbarí, o presidente fez um passeio, junto com as autoridades competentes da entidade, desde El Vigía até a cidade de Mérida. Ele destacou que a entidade andina conta com 82 frentes de trabalho, que foram criadas para a reabilitação integral em setores e comunidades afetadas pelas fortes chuvas.

Como parte de sua intervenção, Maduro Moros ractificou sua solidariedade ao povo do Texas. Ele reiterou sua disposição em ajudar os afetados, com a experiência que a Revolução Bolivariana tem em lidar com tragédias naturais. Da mesma forma, o dignitário referiu-se aos «incêndios colossais» na Turquia, na Síria e na Espanha, bem como às inundações na Rússia e na China, para aludir à nova realidade climática.

Fonte:

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