Maduro Guerra: exigimos “de forma unânime que nos devolvam Nicolás e Cilia”
O deputado dirigiu-se à mobilização popular massiva que exigiu o regresso do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, sequestrados pelos Estados Unidos há exatamente um mês.
O deputado Nicolás Maduro Guerra participou nesta terça-feira da marcha realizada nas ruas de Caracas, capital da Venezuela, onde agradeceu aos presentes pela solidariedade e apoio na luta pelo regresso do presidente Nicolás Maduro Moros e da primeira-dama Cilia Flores. Durante o evento, foram recolhidas cartas que serão enviadas ao chefe de Estado venezuelano, que atualmente se encontra detido numa prisão de segurança máxima em Nova Iorque.
«Esta bela marcha faz-nos compreender que o povo da Venezuela está permanentemente mobilizado para pedir a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores», afirmou o legislador perante os participantes.
Tivemos um mês difícil e complexo, aconteceu de tudo. Hoje, 3 de fevereiro, um mês após a remoção violenta e forçada do nosso presidente e da deputada e primeira-dama Cilia Flores, temos sentimentos muito fortes (…) É claro que dói, que afeta, mas há dores de amor e devemos converter todo este fluxo de sentimentos diversos em força e organização para manter a paz no país, para manter a consciência do povo, da unidade, para que o país avance e para exigir de forma unânime que nos devolvam Nicolás e Cilia», afirmou o filho do presidente constitucional da Venezuela.
Maduro Guerra destacou que o país se recuperou porque a paz, as instituições e o poder permaneceram nas mãos do povo. Além disso, Nicolás Maduro Guerra comemorou que «a paz da República e as instituições do país se mantêm, com a presidente interina Delcy Rodríguez à frente», indicou, exortando a manter a unidade em torno da mandatária interina.
#ENVIVO | Diputado Nicolás Maduro Guerra, ratifica el apoyo total a la presidenta encargada Delcy Rodríguez
— teleSUR TV (@teleSURtv) February 3, 2026
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O deputado contextualizou a situação actual como um conflito histórico com os Estados Unidos que requer resistência histórica, lembrando o projeto fundado por Simón Bolívar e a figura do comandante Hugo Chávez. Também fez referência aos avanços da Constituição de 1999, às missões sociais e à distribuição das riquezas petrolíferas.
A consciência popular permitiu que chegassem onde estão hoje e lembrou que um motorista de autocarro foi eleito presidente da República em três ocasiões, por decisão da maioria do povo.
«O povo da Venezuela é um povo pacífico, com vocação para a paz. Este povo não é antiamericano, temos uma profunda consciência anti-imperialista», afirmou.
Convidou o povo dos Estados Unidos para um diálogo construtivo e solicitou respeito pelo modelo de desenvolvimento, democracia, econômico e político que a Venezuela deseja construir, para acabar com as desigualdades e fazer com que o desenvolvimento local e a indústria petrolífera sejam os grandes motores do desenvolvimento.
«Hoje, mais do que nunca, devemos garantir a unidade para a paz do país», enfatizou Maduro Guerra, que ractificou o apoio total a Delcy Rodríguez e apelou à preservação da coesão entre o povo e as Forças Armadas venezuelanas.
Afirmou que a mobilização popular permanece firme ao completar um mês da profanação do território nacional, exigindo a libertação um mês após o sequestro de 3 de janeiro, que ficará na história da nação. Por fim, ele lembrou que «a Venezuela somos todos nós» e garantiu que «hoje vocês têm paz graças a Nicolás, que está lá, ele garante a paz do país».
O ataque militar norte-americano perpetrado no passado dia 3 de janeiro contra o território venezuelano deixou pelo menos 100 pessoas mortas e um número semelhante de feridos. Durante a invasão, foram sequestrados o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores.
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