Movimento Brasil Popular: “Corolário Trump ataca soberania dos povos latino-americanos e caribenhos”
O Movimento Brasil Popular denuncia o "Corolário Trump" dos Estados Unidos como uma renovada ofensiva imperialista que militariza a política internacional e ameaça a soberania regional.
O Movimento Brasil Popular (MBP), que reúne as principais organizações de esquerda desse país sul-americano, publicou nesta terça-feira, 16 de dezembro, um comunicado em que rejeita com «absoluta firmeza» o chamado «Corolário Trump», lançado pelo governo dos Estados Unidos.
O MBP classifica essa doutrina como uma «ofensiva aberta» contra a região, que actualiza a antiga Doutrina Monroe com um viés económico e autoritário, buscando responder à crise de hegemonia norte-americana por meio da intensificação de conflitos e da coerção económica.
O comunicado afirma que a «guerra já começou», citando a inclusão do presidente Gustavo Petro na lista da OFAC, o envio de mais de 10.000 soldados norte-americanos para a região e o sequestro de um petroleiro venezuelano que transportava petróleo para Cuba como um atco de pirataria internacional e uma violação flagrante do direito internacional.
Além disso, o MBP assinala que esta escalada serve como uma «autorização externa» para que as direitas e as elites latino-americanas aprofundem projetos autoritários e antinacionais, fortalecendo os movimentos servis ao imperialismo, como o bolsonarismo no Brasil.
El Movimiento Brasil Popular, que envuelve a la mayoría de las organizaciones de izquierda en Brasil, rechaza el Corolario Trump, al que considera una actualización militarizada de la Doctrina Monroe y una ofensiva imperialista contra América Latina y el Caribe.
— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) December 16, 2025
La nota… pic.twitter.com/ec9a7PKWcG
O Movimento Brasil Popular afirma que o «Corolário Trump» demonstra que não há espaço para neutralidade ou «conciliação permanente» para a esquerda regional. A organização alerta que a moderação excessiva não garante estabilidade, mas abre caminho para o avanço da extrema direita.
Por isso, pedem uma política externa brasileira mais decidida diante da escalada contra a República Bolivariana, exigindo que o governo Lula reafirme inequivocamente os princípios de não intervenção e autodeterminação dos povos.
O Movimento defende que o Brasil aja com determinação para que a Venezuela seja admitida como membro pleno do grupo BRICS, argumentando que a exclusão de um país estratégico enfraquece o projecto de integração Sul-Sul e a construção de uma nova ordem internacional multipolar baseada na soberania e na paz. Por fim, eles fazem um apelo à mobilização popular contra a guerra e à defesa da Venezuela, a fim de proteger a América Latina e o Caribe como uma «Zona de Paz».
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