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O Irão adverte para “consequências imprevisíveis e incontroláveis” caso seja atacado pelos EUA.

Em caso de agressão, Teerão "responderá de forma decisiva e proporcional, no exercício do seu direito inerente à legítima defesa", indica uma carta enviada ao secretário-geral da ONU.

Numa carta dirigida ao secretário-geral da ONU e aos membros do Conselho de Segurança, o Irão advertiu que haverá graves consequências se os Estados Unidos decidirem atacá-lo.

“A República Islâmica do Irão tem declarado repetidamente, ao mais alto nível, que não procura tensão nem guerra e que não iniciará nenhuma guerra. No entanto, caso seja alvo de uma agressão militar, o Irão responderá de forma decisiva e proporcional, no exercício do seu direito inerente à legítima defesa, nos termos do Artigo 51.º da Carta das Nações Unidas”, indica o documento assinado pelo representante permanente do país junto da ONU, Amir Saeid Iravani.

Teerão advertiu que, em caso de um ataque desse tipo, “todas as bases, instalações e activos da força hostil na região constituiriam alvos legítimos no contexto da resposta defensiva do Irão”. “Os Estados Unidos assumiriam a responsabilidade total e directa por quaisquer consequências imprevisíveis e incontroláveis”, pode ler-se na carta.

Tensões entre os EUA e o Irão

No início de janeiro, houve uma escalada entre Washington e Teerãp, após a ameaça de intervenção militar lançada pelo presidente Donald Trump, num contexto de protestos internos no Irão. Embora as manifestações tenham cessado, os EUA mantiveram a pressão, redirecionando o seu argumento para os programas nucleares e de mísseis de Teerão.

No passado dia 6 de fevereiro, realizou-se em Mascate, Omã, a primeira jornada de contactos indiretos entre os EUA e o Irão sobre a questão nuclear. Após o encontro, Trump afirmou que “o Irão parece muito interessado em chegar a um acordo”. Por sua vez, Teerão descreveu o ambiente como “positivo” e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto. Uma nova jornada de conversações estava prevista para esta terça-feira em Genebra, na Suíça.

Ao mesmo tempo, a nação persa tem assegurado repetidamente que está preparada para responder a qualquer «erro estratégico» dos EUA com «golpes pesados». Além disso, alertaram que uma cessação total do enriquecimento de urânio é “absolutamente inaceitável” para o Irão.

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