Povos indígenas reafirmam compromisso com a soberania e a paz da Venezuela
Os povos originários reafirmaram o seu compromisso histórico com a defesa do território e ratificaram o seu apoio ao Governo do presidente Nicolás Maduro, consolidando a força viva do projecto bolivariano.
Várias organizações e movimentos indígenas do país levantaram a sua voz pela paz e soberania da Venezuela no domingo, 7 de dezembro, na Praça Diego Ibarra, localizada em Caracas, capital venezuelana, no âmbito do encerramento da Plenária Nacional do Processo Constituinte dos Povos Indígenas.
O acto central tornou-se uma manifestação de unidade, onde os participantes, representantes dos 34 povos indígenas venezuelanos, formaram a palavra PAZ com velas acesas e a bandeira tricolor nacional, simbolizando que a nação bolivariana é um espaço de tranquilidade e coesão.
Durante o encontro, os povos originários reafirmaram o seu compromisso histórico com a defesa do território e ratificaram o seu apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro, consolidando a força viva do projecto bolivariano.
A Plenária Nacional do Processo Constituinte Indígena, que decorreu nos dias 6 e 7 de dezembro na Escola Venezuelana de Planeamento de La Rinconada, paróquia de Coche, em Caracas, foi um espaço de discussão orientado para a transformação de projectos e políticas de autogoverno para os povos originários.
A participação foi qualificada por vários líderes como «extraordinária e protagonista», superando todas as metas iniciais e demonstrando a força do Poder Popular Indígena. Através da troca de conhecimentos e da construção colectiva, as comunidades ancestrais consolidaram o seu papel como actores decisivos na política nacional, demonstrando que o seu papel vai além de serem simplesmente sujeitos de direito.
Nesta mesma linha, a participação indígena massiva é vista como um impulso fundamental para a democracia direta (Transformação Política, 1T) e a aceleração da recuperação integral do Estado de Bem-Estar Social (Transformação Social, 2T), eixos centrais do Plano das Sete Transformações (7T) com vistas para o ano 2030.
A ministra para os Povos Indígenas, Clara Vidal, destacou que 2025 foi um «ano maravilhoso» para os povos indígenas devido à sua crescente incorporação no sistema eleitoral. Conseguiu-se eleger vereadores e vereadoras indígenas em 69 municípios e oito legisladores representantes desses estados para a Assembleia Nacional (AN), numa clara «expressão da democracia viva».
Como fase preparatória para o encontro nacional, foram realizadas 81 assembleias municipais em 18 estados, incluindo duas importantes reuniões na região da Guiana Esequiba, reunindo quase 15 mil indígenas.



