Solidariedade sem Fronteiras: 95 vozes por Cuba na Casa Sindical de Lisboa
Na passada sexta-feira, a Casa Sindical de Lisboa encheu-se de Cuba. Não de turistas, não de folhetos — mas de solidariedade verdadeira. Cerca de 95 pessoas juntaram-se para um jantar solidário e festa cubana, organizado pela União de Sindicatos de Lisboa e a CGTP, num momento que uniu convívio, música e compromisso com a causa cubana.
Uma Noite de Cuba em Lisboa
O evento foi mais do que uma festa. Foi um acto de resistência.
Houve música cubana, que encheu o espaço e transportou os presentes para o Malecón. Houve mojitos e comida cubana, sabores que trouxeram Cuba a Lisboa por algumas horas. Houve muita alegria — daquela alegria que não ignora a dor, mas que a enfrenta com dignidade.
E houve, acima de tudo, homenagem ao povo cubano. Aquele povo que resiste há 67 anos ao bloqueio mais longo da história. Que acorda às três da manhã quando a luz regressa. Que partilha o açúcar, a chave e o abraço. Que prefere afogar-se com a ilha do que ajoelhar perante o império.
A Presença da Cônsul e a Força da Denúncia
A noite foi honrada com a presença da cônsul de Cuba em Portugal, Yusimí Pompa Santos, que testemunhou o carinho e o respeito de todos os presentes. A sua presença lembrou que a solidariedade não é abstrata — é feita de pessoas, de gestos, de presenças.
E, claro, a denúncia do bloqueio não foi esquecida. As conversas sucederam-se, entre amigos e camaradas, sobre o genocídio em câmara lenta que Washington impõe a Cuba. Sobre os apagões, a escassez, os medicamentos que faltam, as cirurgias que se adiam, as vidas que se perdem. Sobre a necessidade de continuar a lutar, de denunciar, de solidarizar.
Uma Saudade Menor
Para quem esteve em Cuba — para quem caminhou pelo Malecón, jogou dominó à luz de velas, partilhou conversas com o povo —, a noite foi também um bálsamo. A saudade de Cuba foi, por algumas horas, um pouco menor.
Porque a música, os sabores, as conversas, a presença da cônsul, os abraços dos amigos — tudo isso encurtou a distância. Não a apagou. Mas fez com que o apagão da distância parecesse, por instantes, mais suportável.
O Que Fica
Fica a certeza de que Cuba não está só. De que há quem, em Lisboa, dedique o seu tempo, a sua energia e a sua solidariedade a um povo que resiste do outro lado do Atlântico.
Fica a prova de que a solidariedade não se mede em palavras — mede-se em gestos. Em jantares, em medicamentos, em conversas, em abraços, em mojitos partilhados.
E fica, acima de tudo, a certeza de que a luta continua. Porque enquanto houver um cubano de pé, enquanto houver uma vela acesa num apagão, enquanto houver um abraço partilhado à porta de casa, a Revolução não se apaga.
E nós, deste lado, continuamos a denunciar. Continuamos a solidarizar. Continuamos a lutar.
Pátria ou Morte, Venceremos! 🇨🇺🇵🇹✊
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