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Trump reforçou a sua postura dura contra Cuba

Washington, 1 de Julho (Cuba Soberana) O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando que reforça a postura dura do seu governo contra Cuba e revoga as medidas implementadas pelo seu antecessor, Joe Biden.

De acordo com um comunicado da Casa Branca, a directiva aplicará uma proibição legal ao turismo dos Estados Unidos para Cuba, ao mesmo tempo em que apoia (e reforça) o bloqueio económico, comercial e financeiro contra a nação caribenha.

Embora os cidadãos norte-americanos não possam visitar a maior ilha do Caribe por lazer, existem algumas categorias para viagens educacionais ou humanitárias, indica o documento.

Para garantir a sua aplicação, o memorando presidencial sublinha que «restabelece e reforça a política sólida em relação a Cuba implementada durante o seu primeiro mandato» e que garantirá o seu cumprimento «através de auditorias periódicas e da manutenção obrigatória de registos de todas as transações relacionadas com viagens durante pelo menos cinco anos».

Especifica também que se opõe aos pedidos nas Nações Unidas e noutros fóruns internacionais que exigem o levantamento dessa política hostil.

Com este memorando, o presidente republicano renovou a proibição de qualquer transação financeira directa ou indirecta com entidades cubanas, como o Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA) e suas filiais.

No entanto, haverá «excepções para transações que promovam os objectivos da política norte-americana ou apoiem o povo cubano». O presidente Trump, segundo o documento, está a cumprir a sua promessa de campanha.

No seu primeiro mandato, Trump implementou uma política de pressão máxima contra Cuba que incluiu 243 medidas coercivas adicionais, revertendo assim os avanços alcançados durante a administração de Barack Obama (2009-2017).

O memorando indica que o governo federal não tem intenção de restabelecer a política de «Pé Molhado, Pé Seco» («Wet Foot, Dry Foot»), que permitia aos migrantes irregulares provenientes de Cuba permanecer no país assim que tocassem o território norte-americano.

No início de junho, Trump também implementou uma nova restrição à entrada nos Estados Unidos de cidadãos provenientes de Cuba, com base, entre outros argumentos falsos, na inclusão arbitrária na lista de supostos Estados patrocinadores do terrorismo. Além disso, citou a falta de cooperação na luta contra esse flagelo.

Como uma de suas primeiras medidas após assumir o cargo em janeiro, Trump revogou a decisão de última hora do governo Biden de retirar Cuba dessa lista unilateral de Washington e a que limitava as transações financeiras com entidades cubanas que, segundo os Estados Unidos, estão ligadas ao exército e ao governo.

Numa entrevista recente concedida à Prensa Latina aqui em Washington, Johana Tablada, subdirectora geral da Direcção dos Estados Unidos no Ministério das Relações Exteriores cubano, denunciou o ataque do actual governo da Casa Branca contra Cuba. Trata-se de uma política que passou de “máxima pressão para máxima agressão”, alertou.

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