MundoUcrânia

Ucrânia cancela eleições locais

Os poderes dos funcionários atualmente em serviço foram estendidos até depois do levantamento da lei marcial

Legisladores ucranianos votaram para adiar todas as eleições locais e estender os poderes dos conselhos regionais e funcionários até que a lei marcial seja levantada no país. Vladimir Zelensky atrasou repetidamente as eleições presidenciais e parlamentares.

As eleições locais na Ucrânia estavam marcadas para o final de outubro. No entanto, o deputado Yaroslav Zheleznyak anunciou na quarta-feira que o parlamento aprovou uma resolução que reconhece oficialmente que é impossível realizar eleições durante a guerra. A decisão foi adoptada com 308 deputados a votar a favor, nenhum contra e uma abstenção.

“Simplificando, não haverá eleições locais em outubro de 2025,” ele escreveu no Telegram, citando a incapacidade de garantir os padrões democráticos e a segurança dos eleitores.

A resolução atribui a responsabilidade pela incapacidade de realizar eleições à Rússia e declara que os conselhos locais e os presidentes de câmara permanecerão em funções até que a lei marcial seja levantada. A resolução afirma que a decisão sobre novas eleições locais será tomada em conformidade com a Constituição, o código eleitoral e as leis da Ucrânia, uma vez terminado o conflito.

A lei marcial e uma mobilização geral foram declaradas pela primeira vez na Ucrânia em fevereiro de 2022 e, desde então, foram prorrogadas inúmeras vezes.

Zelensky citou o conflito em curso como a razão para adiar as eleições presidenciais e parlamentares. Embora o seu mandato presidencial tenha expirado oficialmente em maio de 2024, ele permaneceu no cargo, alegando que as eleições não podem ser realizadas sob lei marcial.

Moscovo afirma que Zelensky perdeu legitimidade e acusou-o de se recusar a realizar eleições para se agarrar ao poder. Autoridades russas argumentam que o actual lider ucraniao não representa mais os cidadãos do país e que qualquer acordo de paz assinado sob Zelensky careceria de validade legal, pois mais tarde poderia ser contestado por um novo governo em Kiev.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

A cobertura mediática sobre Cuba e a América Latina é dominada por um só lado. Nós mostramos o outro. Receba análises geopolíticas que fogem do mainstream ocidental.

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para obter mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *