Venezuela

Venezuela destaca derrota do ALCA como uma vitória da soberania

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela lembrou que a Área de Livre Comércio das Américas se perfilava como um tratado "infame" impulsionado pelos Estados Unidos, cujo objectivo era favorecer as grandes transnacionais, prejudicando directamente as indústrias nacionais do Sul.

Ao comemorar duas décadas do encontro histórico em Mar del Plata, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, ressaltou a importância da derrota da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), classificando-a como uma reafirmação vigorosa da soberania dos povos latino-americanos.

Através de um post nas suas redes sociais, o diplomata destacou o dia 4 de novembro como o dia em que a cidade argentina se tornou o “cenário embelezado” onde a região se manteve firme no interesse dos Estados Unidos.

Gil lembrou que a ALCA estava se configurava para ser um tratado “infame” promovido por Washington, cujo propósito era beneficiar as transnacionais em detrimento das indústrias nacionais do Sul. Em sua mensagem, o ministro das Relações Exteriores ressaltou que a proposta buscava forçar as nações a “olhar para o norte”, ignorando o potencial e a riqueza “de nossos irmãos do Sul”.

O ministro ddos Negócios Estrangeiros atribuiu o fim dessa tentativa de interferência ao comandante Hugo Chávez, cuja exclamação histórica de “ALCA, FRARE … até o fim” selou definitivamente o destino da proposta na IV Cúpula das Américas em 2005.

Segundo Gil, “a partir dessa época, foi iniciada uma nova etapa de integração regional em nossa Grande Pátria, que fortaleceu os mecanismos de autonomia económica e política de nossos povos”. A proposta da ALCA foi inicialmente proposta pelos Estados Unidos na Primeira Cimeira das Américas em 1994.

Mar del Plata torna-se mais uma vez o epicentro da integração regional, vinte anos após a rejeição da ALCA. Líderes políticos, sindicais e sociais de toda a região se reúnem na cidade costeira argentina para comemorar esse feito e discutir os desafios contemporâneos da soberania econômica.

O dia, promovido por várias organizações sociais, sindicais e políticas, reivindica a vitória de 2005, quando os governos progressistas e os movimentos populares da América Latina conseguiram deter a iniciativa de livre comércio promovida pelos Estados Unidos.

A reunião, que decorrerá até quarta-feira, 5 de novembro, teve início na terça-feira com a posse do ministro de Governo da província de Buenos Aires, Carlos Bianco. O programa inclui mesas de discussão e apresentações de figuras-chave da integração, destacando a presença do ex-ministro das Relações Exteriores argentino Jorge Taiana, que teve um papel central como organizador da Cimeira das Américas de 2005.

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