Cuba

Youtube elimina perfil da campanha «Let Cuba Breathe»

A campanha visa contrariar as operações permanentes de guerra psicológica financiadas pelo exterior contra a Revolução Cubana.

Nesta terça-feira, a plataforma e rede social Youtube eliminou o perfil da Agência Italiana para o Intercâmbio Cultural e Económico com Cuba (AICEC), que divulgava materiais da campanha documental «Let Cuba Breathe» («Deixem Cuba respirar», traduzido para o português), caracterizada pela publicação de testemunhos de pessoas afectadas pelo recrudescimento do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra a ilha.

A agência informou que os depoimentos da campanha serão divulgados online através do perfil oficial na plataforma Vimeo, como parte da iniciativa mundial de condenação contra o bloqueio, documentando a resistência da população e a sua determinação em não desistir.

A campanha foi apresentada a 14 de fevereiro, com o objectivo de dar visibilidade às consequências da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, que ameaça com a imposição de tarifas aos países que fornecem combustível à ilha. Além disso, ela busca neutralizar as constantes operações de guerra psicológica financiadas pelo exterior contra a Revolução Cubana.

As autoridades cubanas condenaram as medidas dos Estados Unidos como «acções de carváter criminoso» que visam causar o colapso social da nação caribenha «através da asfixia económica».

A este respeito, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel denunciou as tentativas de sectores que procuram negar as consequências do bloqueio imposto há mais de seis décadas contra Cuba, invisibilizando a sua realidade.

O bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, em vigor desde a década de 1960 e que incorporou novas restrições ao longo do tempo, com um forte componente de perseguição e restrições financeiras, consiste numa complexa estrutura legal de medidas de coação e agressão económica que envolvem um sistema genocida, unilateral e extraterritorial. 

O seu objectivo há mais de seis décadas é provocar asfixia e imobilidade económica e afetar o desenvolvimento socioeconómico, impondo restrições graves e causando sofrimento à população para forçar uma mudança de regime na ilha.

A preços correntes, os danos acumulados por esta política na economia cubana ascendem a mais de 170,677 milhões de dólares.  Levando em consideração o valor do ouro no mercado internacional, para evitar as flutuações do valor do dólar, os prejuízos acumulados ultrapassam os 2,1 biliões de dólares, segundo dados do Governo cubano no seu relatório à Assembleia Geral da ONU.

“Não é possível expressar em números o dano emocional, a angústia, o sofrimento e as privações que o bloqueio causa às famílias cubanas. Assim tem sido há várias gerações, pois mais de 80% dos cubanos na ilha nasceram após o início do bloqueio», afirmou o ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez Parrilla em setembro de 2025, ao apresentar o relatório da ilha sobre o bloqueio, destinado à Assembleia Geral das Nações Unidas.

Fonte:

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