
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba agradece as denúncias apresentadas na ONU contra o bloqueio dos EUA.
O ministro dos Negócios Estrangeiros Bruno Rodríguez Parrilla agradeceu hoje a 43 chefes de Estado e de Governo, homólogos e outros chefes de delegação pela sua denúncia, na Assembleia Geral da ONU, do bloqueio reforçado dos Estados Unidos contra Cuba.
Na sua conta na rede social X, o chefe da delegação cubana ao Debate Geral do Segmento de Alto Nível da 81.ª sessão da Assembleia, realizada em Nova Iorque, expressou a sua gratidão pelas reivindicações feitas no sentido do fim do bloqueio energético e das sanções secundárias que pesam sobre a ilha.
Afirmou que também denunciaram «a inclusão de Cuba na lista espúria de supostos Estados patrocinadores do terrorismo e abordaram a punição colectiva e os danos humanitários que o nosso povo sofre como consequência directa da política norte-americana».
Agradecemos a los 43 Jefes de Estado y Gobierno, Cancilleres y otros Jefes de Delegación que, en el Debate General del Segmento de Alto Nivel del 81 período de sesiones de #AGNU, denunciaron el bloqueo reforzado de EEUU, el cerco energético, las sanciones secundarias, la… pic.twitter.com/dJwL3NrdHK
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) September 30, 2026
Noutra mensagem publicada na própria plataforma da Internet, o ministro dos Negócios Estrangeiros condenou a nova «onda de medidas de bloqueio contra o povo cubano» imposta pelo Governo dos Estados Unidos.
«Entre outras medidas, eliminam os intercâmbios entre povoações e restringem ainda mais os intercâmbios académicos e de investigação», sublinhou o deputado da Assembleia Nacional (Parlamento) e membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista de Cuba.
Explicou que «são reforçadas as proibições que impedem as entidades privadas de Cuba de realizar negócios directos com os Estados Unidos e com bancos norte-americanos, para além da proibição das transacções do tipo “U-turn”».
Acrescentou que são proibidas as transações indiretas com as entidades incluídas na lista unilateral de entidades sujeitas a restricções do Departamento de Estado. «Há menos de 24 horas, o Secretário de Estado afirmou que “Cuba já caiu”, e afinal agora precisa de aplicar medidas adicionais», disse ele.
Com estas novas medidas de bloqueio, pretende-se entravar o processo de transformações económicas em curso, alertou o ministro dos Negócios Estrangeiros na plataforma de microblogues.
«Ataca-se abertamente tanto o sector público como o sector privado, aquele que alguns funcionários norte-americanos dizem querer ajudar a desenvolver», sublinhou o ministro, que salientou que «ficou evidente que Cuba não é uma ameaça, mas o bloqueio sim».
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