IrãoMundo

«Resposta firme e imediata»: Advertência do Irão a navios da França e do Reino Unido

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano comentou o envio de navios de guerra para a região pela França e pelo Reino Unido, classificando-o como «uma escalada da crise».

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, reagiu ao envio de navios militares da França e do Reino Unido para o Médio Oriente, afirmando que a segurança do estreito de Ormuz só é garantida pelo Irão.

Anteriormente, foi noticiado que Paris enviou o seu porta-aviões Charles de Gaulle e Londres o seu contratorpedeiro HMS Dragon como parte dos seus preparativos para uma possível missão internacional destinada — segundo afirmam — a garantir a liberdade de navegação no Médio Oriente.

Perante esta situação, o alto responsável diplomático advertiu que qualquer presença naval destinada a acompanhar «acções ilegais» dos Estados Unidos receberá uma resposta das Forças Armadas iranianas. Além disso, sublinhou que a mobilização de navios de fora da região em torno do estreito de Ormuz, com o argumento de proteger a navegação, constitui «uma escalada da crise e a militarização de uma via marítima vital».

Na mesma linha, considerou que a origem da insegurança na região é «o uso ilegal da força, a ameaça aos Estados ribeirinhos e o bloqueio naval». Recordou também que o estreito de Ormuz não é propriedade comum das potências extra-regionais e que o Irão, enquanto Estado costeiro, tem o direito de exercer soberania e determinar os seus acordos jurídicos.

Gharibabadi advertiu que a presença de navios franceses, britânicos ou de qualquer outro país para acompanhar «as ações ilegais» de Washington perto das suas costas terá «uma resposta firme e imediata» por parte das Forças Armadas da República Islâmica.

  • Embora os quase 40 dias de intensas hostilidades tenham culminado num cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão a 7 de abril, as tensões continuam elevadas entre as partes, devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de ataques verbais e ao bloqueio naval mútuo a navios comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico.
  • Na segunda-feira, Teerão voltou a alertar os navios comerciais e petroleiros para que se abstenham de transitar pelo estreito de Ormuz sem coordenação prévia com as Forças Armadas, que controlam esta via marítima estratégica.
  • As forças iranianas mantêm um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz em resposta à agressão conjunta e não provocada dos EUA e de Israel contra o Irão. Atualmente, Teerão está a elaborar uma lei que prevê cobrança de portagens pela passagem por esta rota. 
  • O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país «nunca» baixará a cabeça perante os seus inimigos e salientou que falar de diálogo ou de negociação não significa rendição nem recuo.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

A cobertura mediática sobre Cuba e a América Latina é dominada por um só lado. Nós mostramos o outro. Receba análises geopolíticas que fogem do mainstream ocidental.

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para obter mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *