
Cuba não renuncia ao socialismo, afirma o presidente Díaz-Canel
Havana, 19 de junho (Cuba Soberana) O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país não renuncia ao socialismo, mas debate como o construir de forma sustentável no meio do bloqueio mais prolongado e criminoso da história.
Ao intervir na Terceira Sessão Extraordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular, sublinhou que as transformações propostas nesta sessão ao órgão legislativo não constituem uma concessão às pressões externas, mas sim o resultado de um debate maduro que remonta ao VI Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC).
Díaz-Canel explicou que a Revolução chegou a um momento de reflexão sobre como preservar a justiça social sem a dependência externa que caracterizou as fases anteriores.
«Se queremos defender a justiça social, a imensa obra de justiça social que a Revolução construiu, temos de reconhecer que, muitas vezes, conseguimos mantê-la não só por vontade política, mas também porque recebíamos uma quantidade de recursos provenientes de outros locais», afirmou.
O presidente cubano insistiu que «se não produzirmos, se não gerarmos riqueza, se não prestarmos serviços de qualidade que sejam inclusivos e abrangentes, que justiça social vamos defender?».
«Era preciso fazê-lo de qualquer forma», afirmou Díaz-Canel, que classificou as transformações como um exercício de soberania, e não como uma reacção às pressões de Washington.
«Estamos a fazê-lo de forma soberana porque chegámos a um momento de maturidade, de reflexão», sublinhou.
O presidente reconheceu que as propostas não são fáceis de implementar nas condições actuais, mas insistiu que «o primeiro passo é sair para trabalhar, sair para produzir, sair para criar».
Entretanto, o primeiro-ministro Manuel Marrero precisou que as alterações foram submetidas a um processo de análise aprofundada no Bureau Político, no Comité Central do PCC e no Parlamento, o que implicará a reformulação do documento com vista ao seu enriquecimento.
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