Venezuela

Equipas de resgate de 30 países encontram-se na Venezuela para apoiar os trabalhos de busca

«30 países, 3 681 socorristas, 1 086 toneladas de material de socorro, 27 veículos e 118 cães que reforçam os trabalhos de busca e salvamento», explicou a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez.

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou esta segunda-feira que equipas de salvamento e de assistência humanitária de 30 países se encontram no país para colaborar no resgate de pessoas presas sob os escombros, na sequência dos recentes sismos de magnitude 7,2 e 7,5. Rodríguez confirmou que os intensos trabalhos de salvamento continuam a ser realizados nas zonas afectadas para salvar vidas.

«Visitámos o Estádio García Carneiro, onde se encontram as equipas de intervenção da comunidade internacional que chegaram para prestar apoio. 30 países, 3 681 socorristas, 1 086 toneladas de material, 27 veículos e 118 cães que reforçam os trabalhos de busca e salvamento. Obrigada!», publicou a presidente nas suas redes sociais.

Neste sentido, durante o dia de segunda-feira, chegou ao território venezuelano uma brigada da República Socialista do Vietname composta por 174 socorristas e oito cães de resgate. Além disso, especialistas provenientes de Cuba chegaram ao país para se juntarem à operação de assistência.

O coordenador residente e humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Venezuela, Gianluca Rampolla, explicou que a organização coordena mais de 2 000 socorristas mobilizados na busca por sobreviventes. Esta operação em grande escala mantém a busca activa após terem decorrido as primeiras 72 horas do sismo.

A ONU assumiu a gestão da operação de busca em conjunto com o Governo venezuelano, na sequência dos dois terramotos consecutivos registados na passada quarta-feira. O plano de assistência abrange cuidados de saúde de emergência, abertura de abrigos, ajuda alimentar, água, saneamento e apoio logístico para o armazenamento e distribuição de suprimentos.

Rampolla confirmou a coordenação com as autoridades locais para otimizar os recursos disponíveis. Além disso, destacou a estreita colaboração com as equipas de resgate norte-americanas e esclareceu que o encerramento da USAID por ordem de Donald Trump não alterou a mobilização no terreno, precisando que os Estados Unidos foram o primeiro governo a anunciar fundos para a emergência.

Entre os países que enviaram pessoal especializado e ajuda humanitária oficial contam-se El Salvador, Colômbia, México, Brasil, Chile, Equador, República Dominicana, Peru, Paraguai, Espanha, Suíça, Países Baixos, Alemanha, Estados Unidos, Catar, China, Vietname e Cuba, entre outras nações que se juntaram a esta grande mobilização de solidariedade internacional para apoiar o povo venezuelano.

Por seu lado, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou esta segunda-feira que o número de falecidos subiu para 1 719 e o de feridos para 5 034 em consequência do duplo sismo registado na passada quarta-feira, 24 de junho, um acontecimento que descreveu como a maior tragédia da história do território venezuelano.

O balanço revelou ainda a existência de 15 866 pessoas sinistradas e um total de 22 619 afectados atendidos na rede hospitalar, centros de campanha e pontos de triagem, confirmando assim o impacto devastador dos terramotos enquanto a ajuda internacional continua a ser prestada.

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