
O presidente de Cuba reuniu-se com representantes do Congresso dos EUA
Havana, 15 de julho (Cuba Soberana) O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reuniu-se com uma delegação da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos que visitou a ilha entre 9 e 13 de julho, informou o próprio presidente.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez Parrilla, referiu, por seu lado, que os congressistas Mark Pocan, Maxine Dexter, Teresa Leger e Delia Ramirez constataram, durante a sua viagem à ilha e através dos seus contactos em primeira mão, a severa punição coletiva a que o governo norte-americano submete o povo cubano.
«Foram testemunhas do impacto desumano da política genocida concebida no sul da Flórida e posta em prática pelo Secretário de Estado. Como eles próprios reconhecem, #CubaNoEsUnaAmeneza, mas o bloqueio sim», escreveu na sua conta na rede social X.
Los congresistas de #EEUU @RepMarkPocan, @RepDexterOR, @RepTeresaLF y @repdeliaramirez, constataron, en su visita a #Cuba y con sus intercambios de primera mano, el severo castigo colectivo al que el gobierno estadounidense somete al pueblo cubano.
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) July 14, 2026
Han sido testigos del impacto… pic.twitter.com/aclR75tRka
O ministro divulgou também um comunicado assinado pelos legisladores, no qual estes expõem os prejuízos causados pelo agravamento do bloqueio imposto pelo atual governo de Washington e que eles puderam constatar.
«Como proprietário de uma pequena empresa há 37 anos, tenho visto como o sector privado da ilha tem potencial para prosperar como nunca antes, mas também como é prejudicado pelas sanções dos Estados Unidos, que limitam o seu acesso ao financiamento, prejudicam a sua força de trabalho, reduzem a sua base de clientes e impedem o acesso a fornecedores e as possibilidades de exportação», afirmou Pocan.
Por seu lado, Dexter salientou que Cuba criou um sistema de saúde gratuito e universal do qual dependem milhões de cubanos e pessoas de todo o mundo, mas que hoje «se encontra a vacilar sob o peso das sanções que a Casa Branca impôs» à ilha.
«Isto está a provocar uma catástrofe humanitária, e está nas nossas mãos travá-la. Vou utilizar todos os meios ao meu alcance para eliminar as barreiras que impedem a prestação de cuidados médicos ao povo cubano», sublinhou.
Leger, por sua vez, classificou como um «cerco» a política do seu país contra a nação das Antilhas.
«Estamos a bloquear o fornecimento de material médico, combustível e outros bens essenciais, o que fez com que a taxa de mortalidade infantil aumentasse quase 150 por cento nos últimos anos, passando de quatro para 9,9 por cada mil nascidos vivos. Duvido que algum norte-americano queira que bebés inocentes morram por causa das nossas políticas», lamentou.
Em conjunto, os deputados concluíram que o bloqueio ao combustível imposto pelos Estados Unidos «está a causar sofrimento indiscriminado aos cubanos mais vulneráveis, contribuindo para cortes de energia em todo o país, acumulação de lixo nas esquinas e uma grave escassez de alimentos, medicamentos e transportes públicos».
Afirmaram ainda que a administração de Donald Trump não apresentou provas de que a ilha represente uma ameaça iminente para a segurança nacional dos Estados Unidos.
«Consideramos que qualquer pretexto utilizado para lançar uma operação militar ilegal, não autorizada e impopular contra a ilha agravaria uma grave catástrofe humanitária, colocaria em risco os membros das forças armadas norte-americanas e prejudicaria precisamente aquelas pessoas que afirmamos apoiar», sublinharam.
Exortaram o presidente Trump e outros congressistas a ouvirem a maioria dos cidadãos norte-americanos e cubanos, bem como o resto do mundo, e a levantarem «as sanções cruéis que pesam sobre o povo cubano e a encetarem negociações sérias e abrangentes com as autoridades de Cuba».
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