Cuba

Chaceler cubano destaca o apoio internacional a Cuba no Conselho dos Direitos Humanos

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, salientou esta quarta-feira que nenhuma nação defendeu hoje, no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, a conduta criminosa dos Estados Unidos.

«A comunidade internacional levantou a sua voz de forma contundente para exigir que o governo dos Estados Unidos pusesse fim ao bloqueio e ao cerco energético contra o povo cubano», escreveu Rodríguez na sua conta no X.

O ministro dos Negócios Estrangeiros salientou que, por unanimidade, as delegações subscreveram o parecer elaborado pela relactora especial Alena Douhan sobre Medidas Coercivas Unilaterais e manifestaram o seu desacordo com a «escalada agressiva incessante contra Cuba», que prejudica gravemente o país e as famílias cubanas e viola os seus direitos humanos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros explicou, numa outra mensagem no X, que entre as 10 recomendações sobre Cuba feitas por Douhan ao governo dos Estados Unidos se incluem o levantamento de todas as medidas coercivas contra a ilha, a eliminação das restrições ao fornecimento de bens essenciais e o fim da designação do país como patrocinador do terrorismo.

Além disso, revogar o estado de emergência nacional devido à suposta ameaça que Havana representa para Washington, pôr fim às multas impostas aos bancos por ligações com a ilha, eliminar todos os obstáculos ao envio de remessas e resolver as suas divergências com a nação caribenha através do diálogo, em vez de pressões.

«Cabe agora ao Conselho acompanhar o cumprimento destas medidas por parte dos Estados Unidos», concluiu Rodríguez.

O Conselho dos Direitos Humanos denunciou hoje seis décadas de genocídio económico contra Cuba, que considerou como a política de medidas coercivas unilaterais mais antiga da história das relações dos Estados Unidos.

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