Cuba

Destacam a importância do relatório sobre Cuba apresentado no CDH

Genebra, Suíça, 10 de setembro (Prensa Latina) O relatório elaborado por uma relatora especial do Conselho dos Direitos Humanos (CDH) constitui hoje uma prova concreta, recolhida diretamente no terreno, do efeito genocida do bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

Trata-se, desta vez, de um mecanismo especializado da ONU responsável por este relatório, que recolheu dados diretamente no terreno, afirmou o representante permanente de Cuba no CDH, Rodolfo Benítez, num encontro paralelo interativo sobre o bloqueio contra a ilha.

Foto: Prensa Latina

Durante o evento, que contou com a presença da nova relatora especial, Zaina Jallad, o embaixador cubano sublinhou que se tratava de uma pessoa que teve a oportunidade de viajar para o país caribenho e de se reunir com diversos sectores, referindo-se à anterior relactora, Alena Douhan.

E não me refiro apenas ao Governo, mas a todos, para que vão pessoalmente verificar por si próprios a realidade, acrescentou.

Com base em provas muito sólidas recolhidas no terreno, pela primeira vez, o CDH obteve acesso para avaliar a situação e elaborar um conjunto de recomendações sobre a situação em Cuba, explicou perante uma sala repleta de participantes no debate sobre o cerco à ilha.

Benítez salientou que esta questão é muito relevante, porque, por incrível que pareça, a narrativa oficial dos Estados Unidos é que Cuba mente e que não existe qualquer bloqueio, nem um cerco petrolífero, e que toda a culpa disso recai sobre o governo cubano.

Mas este, este relatório, com provas sólidas, demonstra que a narrativa dos Estados Unidos é falsa, sublinhou ele.

«Dispomos agora de um mecanismo independente e especializado que se deslocou a Cuba para verificar pessoalmente a situação e recolher provas, e que se apresenta ao CDH com recomendações», sublinhou o diplomata.

Entre as recomendações figura a de levantar todas as medidas coercivas unilaterais e pôr fim a todas as restrições impostas a Cuba no que diz respeito ao acesso a bens, incluindo alimentos, medicamentos e equipamento médico.

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Foto: Prensa Latina

Além disso, defende a revogação da classificação de Cuba como suposto Estado patrocinador do terrorismo.

Da mesma forma, pede a revogação do estado de emergência nacional relacionado com Cuba que os Estados Unidos declararam, ao considerarem que se trata de uma alegada ameaça excepcional à segurança nacional daquele país do norte, referiu.

Com base nessa falsidade, justifica-se a imposição de um bloqueio petrolífero, afirmou o embaixador da nação das Antilhas.

Ao intervir no encontro interativo, Jallad salientou o custo humano das medidas coercivas unilaterais contra Cuba e a forma como os Estados Unidos limitam o direito à autodeterminação desse país.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

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